quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Manuel de Freitas


Fundador e gerente da 20|20 Editora (onde atualmente trabalho), uma das seis maiores editoras portuguesas, que alberga as chancelas Booksmile, Vogais, Nascente e Topseller. Formou-se no Colégio Militar e licenciou-se na Universidade Católica, em Administração e Gestão de Empresas.
Tem um percurso multifacetado, mas o primeiro amor foram os livros, ou não tivesse começado a vendê-los com apenas 11 anos, ao balcão da livraria da família, a Orvil (há 30 anos no Centro Comercial da Portela). Vendeu depois jogos de computador, trabalhou na Unilever, foi diretor de vendas da IP Global e diretor de conteúdos do Clix, entre outras coisas, sempre movido pela curiosidade intelectual.  

Os 10 Melhores

Ø  Star Wars [1977, de George Lucas]
Ø  Aliens [1986, de James Cameron]
Ø  Planeta Azul [Blue Planet, 1990, de Ben Burtt]
Ø  Momentos de Glória [Chariots of Fire, 1981, de Hugh Hudson]
Ø  Blade Runner [1982, de Ridley Scott]
Ø  Parque Jurássico [Jurassic Park, 1993, de Steven Spielberg]
Ø  O Rei Leão [The Lion King, 1994, de Roger Allers e Rob Minkoff]
Ø  A Corda [Rope, 1948, de Alfred Hitchcock]
Ø  África Minha [Out of Africa, 1985, de Sydney Pollack]
Ø  Lawrence da Arábia [Lawrence of Arabia, 1962, de David Lean]


Os dez filmes da minha vida, como recordados neste momento.

Star Wars. Vi-o no Império, como devia ser, ecrã gigante e som cavernoso. Aos 10 anos, conseguiu abrir-me o Universo como a escola não conseguia. Fiquei fã de FC e efeitos especiais. Assim que as descobri uns anos mais tarde, passei a assinar L'Ecran Fantastique e a Cinefex. E fiquei fã de bandas sonoras, em especial do deus John Williams.
Aliens. Porque era o filme que o Condes mais passava em 70 mm. Mais que O Abismo e mais que O Regresso de Jedi. Vi-o lá 8 vezes em 2 anos, enquanto faltava às aulas, só para apreciar o *spectacle* de luz e som. Fiquei fã de técnicas de filmagem e projeção, e passei a assinar a American Cinematographer.
Planeta Azul. Stones at the Max foi o meu primeiro Imax, no hemisférico de La Villette, e deixou-me arrasado. Fiquei por isso histérico quando soube que ia abrir um Imax em Vila Franca de Xira. O Planeta Azul era praticamente o único filme que passava, mas era suficiente. Vi-o dez vezes, a maior parte delas sozinho na sala, que aquilo ficava na «província» e por falta de espetadores acabou mesmo por ser desmantelado. Mas a imagem do planeta a surgir lentamente do fundo do ecrã, filmado do space shuttle, fica para sempre. Era um Imax a sério, 7 andares de altura, rácio 4:3, nada a ver com o mini Imax do Colombo. O Planeta Azul existe em DVD, narração da Ana Zanatti incluída, e recomendo sem reservas.
Chariots of Fire. Em outubro de 1980, vi o trailer na TV e aquela música apaixonou-me. O filme esteve 2 semanas em cartaz mas os meus pais não me levaram a vê-lo, e o filme nunca mais regressou às salas. O LP da banda sonora, que pedi de prenda de Natal, esgotou e tive de esperar um ano que fosse reeditado. Vangelis tornou-se o meu herói musical absoluto (só mais tarde descobri que era ele o autor da música da série Cosmos, que já passava aos sábados à tarde na RTP) e o filme só o consegui ver uns 25 anos mais tarde, quando finalmente foi editado em home video. Vangelis é um génio do outro mundo, e não quero saber das paródias que lhe fazem.
Blade Runner. O ambiente, a música, a ambiguidade do protagonista, e Vangelis outra vez. Em 1985, quando uma empresa que eu desconhecia fez um IPO na bolsa portuguesa (foi a segunda a fazê-lo), o seu anúncio de TV usava a música final do Blade Runner. Só por isso comprei ações dessa desconhecida chamada Sonae, ações que valorizaram 15 vezes e me permitiram comprar a minha primeira loja (de computadores, em 1990). Nunca mais repeti esse método de decisão de investimentos.
Jurassic Park. Só pela cena que revela os dinossauros vivos. Absoluto deslumbramento, a magia do cinema no seu estado mais puro. E pela música, já agora.
O Rei Leão. O primeiro filme animado que vi, tinha 30 anos. A sério, não sei porquê, mas recomendo a todos que aguentem até esta idade para verem o seu primeiro filme animado. Não, não recomendo, mas é a melhor maneira de tirar uma carrada de anos à idade. Por causa deste efeito, ainda sou uma criança quando vou ver um novo filme animado. Este filme deu-me ainda Hans Zimmer.
Qualquer Hitchcock. Talvez A Corda, pelo device do take único.
Africa Minha. Porque me deu John Barry; Sergio Leone, porque me deu Morricone; Lawrence da Arábia, porque me deu Jarre. Etc. Tenho mais CD de bandas sonoras do que já vi filmes. Dos compositores todos que mencionei, e mais um ou outro, coleciono obsessivamente. Como é que agora se coleciona com o Spotify?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Francisco José Viegas


Escritor, editor e jornalista nascido no Pocinho em 1962. A sua obra é composta por poesia, romance e crónicas, entre outros géneros. Escreve no Correio da Manhã e dirige a editora Quetzal e a revista Ler. Desempenhou o cargo de secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional (2011-2012).


Os 10 Melhores

São os filmes da minha vida — não os melhores da história do cinema, acho eu...

Ø  Amarcord [1973, de Federico Fellini]
Ø  A Palavra [Ordet, 1955, de Carl T. Dreyer]
Ø  Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [Vertigo, 1958, de Alfred Hitchcock]
Ø  O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola]
Ø  O Homem Tranquilo [The Quiet Man, 1952, de John Ford]
Ø  Forte Apache [Fort Apache, 1948, de John Ford]
Ø  O Homem Que Matou Liberty Valance [The Man Who Shot Liberty Valance, 1962, de John Ford]
Ø  Relíquia Macabra [The Maltese Falcon, 1941, de John Huston]
Ø  O Leopardo [Il Gattopardo, 1963, de Luchino Visconti]
Ø  Pulp Fiction [1994, de Quentin Tarantino]



O filme da sua vida: «Amarcord», de Federico Fellini.

Realizador, actor e actriz favoritos: John Ford, por tudo: o céu, os personagens, a beleza oculta. Actores: Robert De Niro e Cary Grant. Actrizes: Natalie Wood.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Philip Marlowe em «The Big Sleep» e em «The Long Goodbye» (não o de Altman, claro).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: Dois: «Andrey Rublyov», de Andrei Tarkovsky. Uma beleza raríssima. «Dersu Uzala – A Águia das Estepes», de Akira Kurosawa.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Obra-prima, de facto, não sei. Mas embirro com musicais (talvez «Streets of Fire» seja o único suportável) e, portanto, imagino toda a espécie de infortúnios a ocorrerem durante «Música no Coração» (ver este filme é pretexto suficiente para requerer o divórcio, por exemplo, como fez um amigo na Holanda).

O filme-choque da sua vida: Não tenho. Não costumo ficar chocado com nenhum filme. Só com filmes muito maus, vá lá.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «As Férias do Sr. Hulot», de Jacques Tati. Nos melhores dias.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Cameron Crowe


Argumentista e realizador norte-americano nascido a 13 de Julho de 1957, em Palm Springs. Antes de iniciar a carreira cinematográfica, trabalhou como editor da revista Rolling Stone e viveu diversas experiências com bandas rock, vivências que utilizou no seu trabalho cinematográfico. Venceu o Óscar de Melhor Argumento Original, em 2000, por Quase Famosos, um dos seus filmes mais celebrados. Com Jerry Maguire (1996), ficara-se pela nomeação para o Óscar da mesma categoria, embora o filme tenha sido nomeado também na categoria principal: Melhor Filme. O seu próximo projecto fílmico é uma comédia romântica com um elenco que inclui Bradley Cooper, Emma Stone, Rachel McAdams, Alec Baldwin e Bill Murray, com estreia marcada para o dia de Natal.


Os 10 Melhores

Ø  A Regra do Jogo [La Règle du Jeu, 1939, de Jean Renoir]
Ø  O Apartamento [The Apartment, 1960, de Billy Wilder]
Ø  Champô [Shampoo, 1975, de Hal Ashby]
Ø  Tootsie [1982, de Sydney Pollack]
Ø  Dr. Estranhoamor [Dr. Strangelove, 1964, de Stanley Kubrick]
Ø  Local Hero [1983, de Bill Forsyth]
Ø  Oldboy – Velho Amigo [Oldboy, 2003, de Park-Chan Wook]
Ø  Os Melhores Anos das Nossas Vidas [The Best Years of Our Lives, 1946, de William Wyler]
Ø  Quanto Mais Quente Melhor [Some Like It Hot, 1959, de Billy Wilder]
Ø  Os Tenenbaums [The Royal Tenenbaums, 2001, de Wes Anderson]




[lista fornecida em 2008 à revista Empire no âmbito da eleição dos «500 Melhores Filmes de Sempre»]

quinta-feira, 6 de março de 2014

Alice Vieira



Nasceu em Lisboa em 1943. Jornalista desde os seus 18 anos, em 1979 escreveu o seu primeiro livro, Rosa, Minha Irmã Rosa. Até hoje já escreveu cerca de 80. Mas continua a definir-se como uma jornalista que também escreve livros. E, como biografia, chega.


Os 10 Melhores

Ø  O Vale Era Verde [How Green Was My Valley, 1941, de John Ford]
Ø  Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
Ø  A Família Miniver [Mrs. Miniver, 1942, de William Wyler]
Ø  Breve Encontro [Brief Encounter, 1945, de David Lean]
Ø  Roma, Cidade Aberta [Roma, Città Aperta, 1945, de Roberto Rossellini]
Ø  Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock]
Ø  Esplendor na Relva [Splendor in the Grass, 1961, de Elia Kazan]
Ø  Cinema Paraíso [Nuovo Cinema Paradiso, 1988, de Giuseppe Tornatore]
Ø  Os Despojos do Dia [The Remains of the Day, 1993, de James Ivory]
Ø  O Filho da Noiva [El Hijo de la Novia, 2001, de Juan José Campanella]




O filme da sua vida: «Breve Encontro», de David Lean, com aquele trio extraordinário de actores: o Trevor Howard, a Celia Johnson, e o comboio…

Realizador, actor e actriz favoritos: Realizador: James Ivory. Actriz: Anna Magnani, sempre. Actor: Humphrey Bogart, sempre.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: A mãe de «Belíssima» [«Bellissima», de Luchino Visconti] (que só não entrou na lista dos 10 porque já não cabia… Injustiças…).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Ponette» (1996), de Jacques Doillon. Acho que nunca chorei tanto num filme…

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Não tenho grandes embirrações clássicas…

O filme-choque da sua vida: Sem qualquer hesitação, o «Bambi». Aquele “mamãe, mamãe, cadê você?” arruína uma vida.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «O Amor nos Tempos de Cólera» (2007), de Mike Newell. Não sei se “a vida” é parecida; a minha é.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Balanço do ano

Nada surpreendentemente, o filme mais votado pelos 12 convidados do ano inaugural de Os Filmes das Vidas Deles é... Citizen Kane - O Mundo a Seus Pés.


O top ten é o seguinte:

1 - O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles] - 6 votos
2 - Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola] - 5 votos
3 - Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock] - 3 votos
4 - Casablanca [1942, de Michael Curtiz] - 3 votos
5 - Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg] - 3 votos
6 - Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin] - 3 votos
7 - O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola] - 2 votos
8 - Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott] - 2 votos
9 - Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [1958, de Alfred Hitchcock] - 2 votos
10 - Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica] - 2 votos

Quanto a realizadores...


Alfred Hitchcock leva a Palma.

E actores...

Bob De Niro.

Actrizes...


Meryl Streep e Jean Seberg, ex-aequo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Fernando Ribeiro


É vocalista da banda de metal gótico Moonspell, que se destaca pelo seu impressionante perfil internacional. Para além da música e das viagens, é um apaixonado pela literatura, tendo inclusivamente escrito e publicado uma mão cheia de livros entre poesia, contos e uma biografia da própria banda. Não resiste também ao charme e intensidade da 7.ª Arte e é um fã confesso de filmes do género da ficção, terror e drama/thriller. Antes de nascer o seu filho, Fausto, era assíduo frequentador do Motel X, em Lisboa, onde apresentou uma masterclass com José Mojica Marins, Zé do Caixão. Grava sempre os videoclips como se de pequenos filmes de cinema se tratassem, tendo colaborado com nomes como Filipe Melo e Tiago Guedes. Sem tempo para ir ao cinema, paga fortunas no videoclube da Meo e exige o Netflix para Portugal! O último concerto que deu foi na China, em Pequim.


Os 10 Melhores

Ø  O Homem Elefante [The Elephant Man, 1980, de David Lynch]
Ø  O Exorcista [The Exorcist, 1973, de William Friedkin]
Ø  Rocky [1976, de John G. Avildsen]
Ø  2001: Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø  Os Pássaros [The Birds, 1963, de Alfred Hitchcock]
Ø  Fausto [Faust, 1926, de F.W. Murnau]
Ø  Feios, Porcos e Maus [Brutti, Sporchi e Cattivi, 1976, de Ettore Scola]
Ø  A Vida Não É Um Sonho [Requiem For a Dream, 2000, de Darren Aronofsky]
Ø  Clube dos Poetas Mortos [Dead Poets Society, 1989, de Peter Weir]
Ø  O Labirinto do Fauno [El Laberinto del Fauno, 2006, de Guillermo del Toro]



O filme da sua vida: Talvez o «Fausto», do Murnau, ou «Aurora», também do Murnau. Encaixam perfeitamente em mim. O meu filho chama-se Fausto, a minha sobrinha Aurora...

Realizador, actor e actriz favoritos: Murnau, Vincent Price, Helen Mirren.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: O Drácula do Coppola, que Gary Oldman imortalizou.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «O Exorcista». Vi o filme cedo de mais, talvez.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «Doutor Estranhoamor» (Dr. Strangelove). Fui daqueles que não atingiu...

O filme-choque da sua vida: «Saló», de Pasolini.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Nova Iorque Fora de Horas» (After Hours), de Martin Scorsese. Pelo menos, a minha!


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

José António Saraiva



É arquitecto e o director do semanário Sol desde 2006. Foi director do Expresso entre 1983 e 2006. Professor de Política Portuguesa na Universidade Católica, possui 13 livros publicados, entre ensaio e romance. Fez crítica de cinema no Comércio do Funchal e venceu o Prémio de Ensaio do Diário de Lisboa com um trabalho sobre Antonioni.


Os 10 Melhores

Ø  Rocco e Seus Irmãos [Rocco e i Suoi Fratelli, 1960, de Luchino Visconti]
Ø  Sentimento [Senso, 1954, de Luchino Visconti]
Ø  O Touro Enraivecido [Raging Bull, 1980, de Martin Scorsese]
Ø  Paris, Texas [1984, de Wim Wenders]
Ø  Dois Irmãos, Dois Destinos [Cronaca Familiare, 1962, de Valerio Zurlini]
Ø  Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica]
Ø  A Aventura [L’Avventura, 1960, de Michelangelo Antonioni]
Ø  O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø  A Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock]
Ø  A Leste do Paraíso [East of Eden, 1955, de Elia Kazan]




O filme da sua vida: «Rocco e Seus Irmãos» (1960), de Luchino Visconti.

Realizador, actor e actriz favoritos: Luchino Visconti, Robert De Niro, Meryl Streep.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Tancredi (Alain Delon) em «O Leopardo» (1963), de Luchino Visconti.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: Também o «Rocco».

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «E Tudo o Vento Levou» (1939), de Victor Fleming.

O filme-choque da sua vida: Não sei.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «As Pontes de Madison County» (1995), de Clint Eastwood.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Álvaro Domingues


Geógrafo e professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, nascido em Melgaço em 1959. Não é cinéfilo, mas gosta de ir aos filmes de vez em quando. Fora do seu trabalho académico e de investigação, é autor dos livros Rua da Estrada (2010) e Vida no Campo (2012), ambos da editora portuense Dafne.

Os 10 Melhores

Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø  Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]
Ø  A Vida de Brian [Life of Brian, 1979, de Terry Jones]
Ø  O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola]
Ø  A Árvore dos Tamancos [L’Albero deglei Zoccoli, 1978, de Ermanno Olmi]
Ø  Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg]
Ø  Vale Abraão [1993, de Manoel de Oliveira]
Ø  Douro, Faina Fluvial [1933, de Manoel de Oliveira]
Ø  Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos [Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios, 1988, de Pedro Almodóvar]
Ø  Dos Homens e dos Deuses [Des Hommes et des Dieux, 2010, de Xavier Beauvois]

E, claro, A Rua da Estrada (documentário de Graça Castanheira, 2012).


O filme da sua vida: A própria vida e os filmes que estão para vir.

Realizador, actor e actriz favoritos: Não tenho. Associo pontualmente actores/actrizes a determinados filmes, como Leonor Silveira na Ema de «Vale Abraão» ou Penélope Cruz com Pedro Almodóvar.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Já encarnei um figurante num filme de Manoel de Oliveira («O Estranho Caso de Angélica», 2010) e foi uma experiência inesquecível por ali andar uma noite até que se fez dia! De outra vez, encarnei-me a mim próprio na «Rua da Estrada», de Graça Castanheira (2012)… Senti-me bem!

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: Recentemente, o filme «Dos Homens e dos Deuses». Em tempos de fundamentalismos e ateísmos, a verdadeira dimensão do sagrado, quando os homens se confrontam com eles próprios.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Todos os musicais de sapateados e coisas do género.

O filme-choque da sua vida: «Apocalypse Now» ou de como a crueldade pode ser tão grosseira e requintada.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Encontros Imediatos do Terceiro Grau» é o que a vida é, variando o grau e a diversidade dos extraterrestres.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Manuel Maria Carrilho



Professor universitário de filosofia contemporânea nascido em 1951, em Coimbra. Ministro da Cultura dos XIII e XIV Governos Constitucionais (1995-2000).


Os 10 Melhores (por ordem cronológica)

Ø  A Regra do Jogo [La Règle du Jeu, 1939, de Jean Renoir]
Ø  O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø  A Palavra [Ordet, 1955, de Carl T. Dreyer]
Ø  Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [Vertigo, 1958, de Alfred Hitchcock]
Ø  Jules e Jim [Jules et Jim, 1962, de François Truffaut]
Ø  Lilith e o Destino [Lilith, 1964, de Robert Rossen]
Ø  A Máscara [Persona, 1966, de Ingmar Bergman]
Ø  Amarcord [1973, de Federico Fellini]
Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø  Disponível para Amar [In the Mood for Love, 2000, de Wong Kar-Wai]




O filme da sua vida: «Lilith», de Robert Rossen.

Realizador, actor e actriz favoritos: Orson Welles, Daniel Day-Lewis, Jean Seberg.  

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Eddie Felson, começando em «The Hustler» (1961), de Robert Rossen, e continuando em «The Colour of Money» (1986), de Martin Scorsese (como aconteceu com Paul Newman).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Sob o Signo de Capricórnio» (1949), de Alfred Hitchcock.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Os musicais.

O filme-choque da sua vida: «Saló ou os 120 dias de Sodoma» (1975), de Pier Paolo Pasolini.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Todos (ou quase) os de Billy Wilder. Mas também os de Ingmar Bergman.


sábado, 27 de julho de 2013

Carla Bolito



Actriz nascida em Moçambique, em 1973, venceu em 1996 o prémio de Melhor Actriz do Festival de Genebra pelo seu desempenho em «Corte de Cabelo», de Joaquim Sapinho, e, em 2002, no Festival de Berlim, o prémio Shooting Stars, por «O Gotejar da Luz», de Fernando Vendrell. No teatro, trabalhou com encenadores como Luís Miguel Cintra, Lúcia Sigalho ou Jorge Silva Melo. No cinema, para além de Sapinho e Vendrell, foi dirigida por Eduardo Guedes, Margarida Cardoso e Solveig Nordlund, entre outros. Na dança, trabalhou com Clara Andermatt e Olga Roriz. Participou também em diversas séries, telefilmes e telenovelas. Encenou, entre outros, os espectáculos «Areena» (em parceria com Rafaela Santos) e «Transfer» (do qual é também autora do texto, publicado pela 101 Noites).   


Os 10 Melhores

Ø  O Homem da Máquina de Filmar [1929, de Dziga Vertov]
Ø  A Cavalgada Heróica [Stagecoach, 1939, de John Ford]
Ø  Os Sapatos Vermelhos [The Red Shoes, 1948, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
Ø  O Crepúsculo dos Deuses [Sunset Boulevard, 1950, de Billy Wilder]
Ø  Os Sete Samurais [Shichinin no Samurai, 1954, de Akira Kurosawa]
Ø  La Dolce Vita [1960, de Federico Fellini]
Ø  A Noite [La Notte, 1961, de Michelangelo Antonioni]
Ø  O Silêncio [Tystnaden, 1963, de Ingmar Bergman]
Ø  2001 – Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]



O filme da sua vida: São tantos. Neste momento, «Museum Hours», de Jem Cohen, que vi no último Indie. Gostava que chegasse às salas portuguesas para o rever.

Realizador, actor e actriz favoritos: Michelangelo Antonioni e John Cassavetes. Robert Mitchum, a cara de póquer mais cativante de todos os tempos. Pedro Hestnes, um actor volátil, inefável, que não impunha nada a representar, deixava que fossemos até ele. Todas as actrizes do Bergman, mas em particular a Ingrid Thulin, que é de uma expressividade dramática impressionante, cheia de recortes, subtilezas e pormenores de requintes de malvadez. Uma actriz que nos atrai para o abismo e que nos faz desejar conhecer esse abismo.  

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Desde há vários anos que gostaria de voltar a trabalhar em cinema, se fosse possível. Uma, ou várias personagens, se fosse possível. Banais ou mundanas. Contemporâneas ou de séculos passados. Se fosse possível. Os actores dependem sempre de quem acredite que só com quem eles é possível.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Vem e Vê», de Elem Klimov. Vi em criança na televisão e fiquei muito impressionada com uma cena do personagem principal, um miúdo adolescente que ia procurar algo que pudesse aproveitar dos cadáveres dos soldados russos na Segunda Guerra Mundial. Também me lembro de uma cena particularmente estranha onde o miúdo se escondia debaixo de uma vaca morta.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Não consigo lembrar-me de nenhuma. Talvez o «Dom Quixote», do Orson Welles, mas recordo-me que foi sobretudo por causa do som, que é muito mau e que me foi irritando até não conseguir ver o filme até ao fim. 

O filme-choque da sua vida: Existem dois, que quando passam no cinema ou na televisão tento evitar rever mas não consigo, e acabo sempre por entregar-me ao sofrimento puro e duro: «Some Came Running/Deus Sabe Quanto Amei», de Vincente Minnelli, e «Esplendor na Relva», do Elia Kazan. Sempre que revejo estes filmes acabo afogada nas minhas lágrimas e com um nó na garganta que não passa mesmo depois do The End...

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Uma curta-metragem da Cláudia Varejão chamada «Um Dia Frio». Mostra-nos um dia de uma família, com o percurso de cada um para seu lado após saírem de casa de manhã. Não existem diálogos e assistimos às vidas secretas de cada um até regressarem todos a casa no final do dia.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pedro Rolo Duarte


Jornalista e fundador das revistas Visão e K, e ainda do jornal O Independente. Foi subdirector do Diário de Notícias e director adjunto do jornal Se7e. Colabora actualmente com as revistas Lux Woman e Egoísta. Na televisão, foi autor e apresentador de Programa das Festas, Tempos Modernos, Canal Aberto, Falatório, Noites Brancas e Fala com Elas (todos na RTP), entre vários outros. Na rádio, realizou e apresentou diversos programas, mantendo actualmente Hotel Babilónia e Janela Indiscreta (ambos na Antena 1). É autor dos livros Noites em Branco, Sozinho em Casa e Fumo (todos na Oficina do Livro).


Os 10 Melhores (sem ordem de preferência) … Vou-me esquecer, provavelmente, de um dos melhores de todos, mas paciência…  

* O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
* O Grande Ditador [The Great Dictator, 1940, de Charles Chaplin]
* Annie Hall [1977, de Woody Allen]
* Babel [2006, de Alejandro Gonzalez Iñarritu]
* O Amor é um Lugar Estranho [Lost in Translation, 2003, de Sofia Coppola]
* O Filho da Noiva [El Hijo de la Novia, 2001, de Juan José Campanella]
* Cinema Paraíso [Nuovo Cinema Paradiso, 1988, de Giuseppe Tornatore]
* Era Uma Vez na América [Once Upon a Time in America, 1984, de Sergio Leone]
* Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
* Beleza Americana [American Beauty, 1999, de Sam Mendes]



O filme da sua vida: «O Mundo a Seus Pés».

Realizador, actor e actriz favoritos: Apesar de não ter filmes entre os meus 10 mais, Steven Spielberg. Jack Nicholson e Meryl Streep.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: James Bond.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «El Hijo de la Novia», e não sei explicar porquê.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «As Asas do Desejo».

O filme-choque da sua vida: «Laranja Mecânica».

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Monstros e Companhia».


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Leonard Maltin


Historiador e crítico de cinema norte-americano nascido em 1950 em Nova Iorque. É autor de inúmeros livros sobre cinema, entre os quais o famoso Leonard Maltin’s Movie Guide. Apresentou diversos programas televisivos e radiofónicos sobre a sétima arte. Lecciona na School of Cinematic Arts, da Universidade do Sul da Califórnia. Como aferidor da sua fama, note-se a sua “aparição” na série animada South Park.


Os 10 Melhores

* O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
* Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
* Relíquia Macabra [The Maltese Falcon, 1941, de John Huston]
* Serenata à Chuva [Singin’ in the Rain, 1952, de Stanley Donen e Gene Kelly]
* Dumbo [1941, de vários]
* Uma Noite na Ópera [A Night at the Opera, 1935, de Sam Wood]
* O Grande Escândalo [His Girl Friday, 1940, de Howard Hawks]
* King Kong [1933, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack]
* Os 39 Degraus [The 39 Steps, 1935, de Alfred Hitchcock]
* Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]


terça-feira, 28 de maio de 2013

Nuno Artur Silva


Ficcionista, fundador e director geral da Produções Fictícias, agência e rede criativa. Pelas PF, foi director geral, director criativo e co-autor de projectos e programas como HermanZap, Herman Enciclopédia, Contra-Informação, Paraíso Filmes, O Inimigo Público, Os Contemporâneos, entre muitos outros. Publicou livros como As Aventuras de Filipe Seems (banda desenhada com desenhos de António Jorge Gonçalves), As Passagens do Tempo (Cotovia, 2000), A Tribo dos Sonhos Cruzados (Asa, 2003), entre outros. Co-autor de diversas peças de teatro. Fundador e director geral do Canal Q. Apresentador e coordenador do programa O Eixo do Mal, na SIC Notícias.


Os 10 melhores filmes da história do cinema não sei. Da minha vida, acho que sei.

* King Kong [1933, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack]
* Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]
* O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
* Amarcord [1973, de Federico Fellini]
* Annie Hall [1977, de Woody Allen]
* Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg]
* A Vida de Brian [Life of Brian, 1979, de Terry Jones]
* Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott]
* Do Fundo do Coração [One from the Heart, 1982, de Francis Ford Coppola]
* As Asas do Desejo [Der Himmel Uber Berlin, 1987, de Wim Wenders]




O filme da sua vida: «Blade Runner». Quase que podia ser o «Annie Hall» (e dos do Woody Allen quase que era o «Manhattan»). Mas é o «Blade Runner».

Realizador, actor e actriz favoritos: Woody Allen. Actores favoritos não sei mesmo. Actrizes também não é fácil: entre a Ingrid Bergman e a Cate Blanchett...

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Indiana Jones. Ou aquelas que “contracenavam” com as actrizes da minha adolescência, como a Nastassja Kinski.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Blade Runner». Foi amor à primeira vista.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «E Tudo o Vento Levou». E os do Fassbinder.

O filme-choque da sua vida: «Bambi».

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": A escolha do Manuel Fonseca, «Stand By Me», é muito boa.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Pedro Marta Santos



É jornalista e argumentista (não necessariamente por esta ordem). Foi redactor e editor de O Independente durante 14 anos, consultor de guiões na SIC Filmes e coordenador de argumentos na Valentim de Carvalho Filmes. Escreveu argumentos de longas-metragens de cinema, telefilmes, mini-séries e séries de TV para as produtoras SIC Filmes, VC Filmes, Stopline Filmes, SP Televisão e Oficina de Filmes, dirigidas por Tiago Guedes, Mário Barroso, Carlos Coelho da Silva, Edgar Pêra e Jorge Queiroga, entre outros. Em 2008, publicou o Guia Terapêutico de Cinema, uma abordagem holística e levemente alucinada da 7.ª arte como composto farmacológico de máxima eficácia.

Escolher os "10 Melhores Filmes" é como decidir as 10 mais belas mulheres. Os 10 quadros mais importantes. O filho predilecto. Depressa se perde o sentido da perspectiva. Ainda assim, acho que consigo escolher os 100 Melhores. Menos do que isso, enlouqueceria.


Os 100 Melhores (sem ordem particular de preferência)

  * Aurora [Sunrise, 1927, de F. W. Murnau]
 A Paixão de Joana d’Arc [La Passion de Jeanne D’Arc, 1928, de Carl T. Dreyer]
 O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
  * O Grande Escândalo [His Girl Friday, 1940, de Howard Hawks]
 Difamação [Notorious, 1946, de Alfred Hitchcock]
 Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
 A Vida do Coronel Blimp [The Life and Death of Colonel Blimp, 1943, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
 Há Lodo no Cais [On the Waterfront, 1954, de Elia Kazan]
  * Deus Sabe Quanto Amei [Some Came Running, 1958, de Vincente Minnelli]
   * Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott]
   * Sentimento [Senso, 1954, de Luchino Visconti]
   * A Noite Tem Mil Olhos [Night Has a Thousand Eyes, 1948, de John Farrow]
   * Jules e Jim [Jules et Jim, 1962, de François Truffaut]
   * Otelo [The Tragedy of Othello: The Moor of Venice, 1952, de Orson Welles]
   * Lágrimas de Mãe [To Each His Own, 1946, de Mitchell Leisen]
   * Chinatown [1974, de Roman Polanski]
   * Matar ou Não Matar [In a Lonely Place, 1950, de Nicholas Ray]
   * Mãos Perigosas [Pickup on South Street, 1953, de Samuel Fuller]
    * A Máscara [Persona, 1966, de Ingmar Bergman] 
   * Lawrence da Arábia [Lawrence of Arabia, 1962, de David Lean]
   * 2001 – Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
   * O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola]
   * O Conformista [Il Conformista, 1970, de Bernardo Bertolucci]
   * O Eclipse [L’Eclisse, 1962, de Michelangelo Antonioni]
   * Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica]
   * Taxi Driver [1976, de Martin Scorsese]
   * Son Smeshnogo Cheloveka [1992, curta-metragem de Aleksandr Petrov]
   * Ghost in the Shell [1995, de Mamoru Oshii]
   * Serenata à Chuva [Singin’in the Rain, 1952, de Stanley Donen e Gene Kelly]
   * Mentira Maldita [Sweet Smell of Success, 1957, de Alexander Mckendrick]
   * O Caçador [The Deer Hunter, 1978, de Michael Ciminio]
   * Dias do Paraíso [Days of Heaven, 1978, de Terrence Malick]
   * Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
   * O Sacrifício [Offret, 1986, de Andrei Tarkovsky]
   * Heat – Cidade Sob Pressão [Heat, 1995, de Michael Mann]
   * Elephant [2003, de Gus Van Sant]
   * O Terceiro Homem [The Third Man, 1949, de Carol Reed]
   * Estrada Perdida [Lost Highway, 1997, de David Lynch]
   * A Desaparecida [The Searchers, 1956, de John Ford] 
   * As Três Noites de Eva [The Lady Eve, 1941, de Preston Sturges]
   * Assassinos [The Killers, 1946, de Robert Siodmak]
   * As Diabólicas [Les Diaboliques, 1955, de Henri-Georges Clouzot]
  *  Million Dollar Baby [2004, de Clint Eastwood]
   * Vontade Indómita [The Fountainhead, 1949, de King Vidor]
   * A Herdeira [The Heiress, 1949, de William Wyler]
   * O Homem Sem Braços [The Unknown, 1927, de Tod Browning]
   * Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [1958, de Alfred Hitchcock]
   * Estrada de Fogo [Streets of Fire, 1984, de Walter Hill]
   * O Retrato de Jennie [Portrait of Jennie, 1948, de William Dieterle]
   * Cruel Vitória [Bitter Victory, 1957, de Nicholas Ray]
   * Rio Bravo [1959, de Howard Hawks]
   * O Último dos Moicanos [Last of the Mohicans, 1992, de Michael Mann]
   * Imperdoável [Unforgiven, 1992, de Clint Eastwood]
   * Amarcord [1973, de Federico Fellini]
   * Os Condenados de Shawshank [The Shawshank Redemption, 1994, de Frank Darabont]
   * A Vila [The Village, 2004, de M. Night Shyamalan]
   * Gente de Dublin [The Dead, 1987, de John Huston]
   * O Céu Pode Esperar [Heaven Can Wait, 1943, de Ernst Lubitsch]
   * A Sombra do Caçador [The Night of the Hunter, 1955, de Charles Laughton]
   * A Verdade Vence Sempre [Call Northside 777, 1948, de Henry Hathaway]
   * Paraíso Infernal [Only Angels Have Wings, 1939, de Howard Hawks]
   * Brazil – O Outro Lado do Sonho [Brazil, 1985, de Terry Gilliam]
   * A Roda da Fortuna [The Band Wagon, 1953, de Vincente Minnelli]
   * O Grande Amor da Minha Vida [An Affair to Remember, 1957, de Leo McCarey]
   * O Milagre de Anne Sullivan [The Miracle Worker, 1962, de Arthur Penn]
   * Carta de Uma Desconhecida [Letter from an Unknown Woman, 1948, de Max Ophuls]
   * Juventude Inquieta [Rumble Fish, 1983, de Francis Ford Coppola]
   * A Idade da Inocência [The Age of Innocence, 1993, de Martin Scorsese]
   * Quando os Sinos Dobram [Black Narcissus, 1947, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
   * Horizontes de Glória [Paths of Glory, 1957, de Stanley Kubrick]
   * O Local do Crime [Le Lieu du Crime, 1986, de André Téchiné]
   * O Meu Maior Pecado [The Tarnished Angels, 1957, de Douglas Sirk]
   * O Exército das Sombras [L’Armée des Ombres, 1969, de Jean-Pierre Melville]
   * Paris, Texas [1984, de Wim Wenders]
   * Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg]
   * Os Eleitos [The Right Stuff, 1983, de Philip Kaufman]
   * Almas em Chamas [Twelve O’Clock High, 1949, de Henry King]
   * O Fantasma Apaixonado [The Ghost and Mrs. Muir, 1947, de Joseph L. Mankiewicz]
   * A Festa [The Party, 1968, de Blake Edwards]
   * O Vale Era Verde [How Green Was My Valley, 1941, de John Ford]
   * As Brancas Montanhas da Morte [Jeremiah Johnson, 1972, de Sydney Pollack]
   * Fuga Sem Fim [Running on Empty, 1988, de Sidney Lumet]
   * Magnolia [1999, de Paul Thomas Anderson]
   * O Deserto Vermelho [Il Deserto Rosso, 1964, de Michelangelo Antonioni]
   * Papá Por Acaso [The Miracle of Morgan’s Creek, 1944, de Preston Sturges]
   * Ondas de Paixão [Breaking the Waves, 1996, de Lars Von Trier]
   * O Homem Que Queria Ser Rei [The Man Who Would Be King, 1975, de John Huston]
   * O Buraco [Le Trou, 1960, de Jacques Becker]
   * Contacto [Contact, 1997, de Robert Zemeckis]
   * Vermelho [Rouge, 1994, de Krzysztof Kieslowski]
   * Escondido [Caché, 2005, de Michael Haneke]
   * O Padrinho II [The Godfather – part II, 1974, de Francis Ford Coppola]
   * Limbo [1999, de John Sayles]
   * A Última Tentação de Cristo [The Last Temptation of Christ, 1988, de Martin Scorsese]
   * A Cidade do Vício [Trouble in Mind, 1985, de Alan Rudolph]
   * O Arrependido [Out of the Past, 1947, de Jacques Tourneur]
   * O Vício do Jogo [The Gambler, 1974, de Karel Reisz]
   * Aliens [1986, de James Cameron]
   * La Jetée [1982, curta-metragem de Chris Marker]
   * Phase IV (1974, de Saul Bass]  


[Nota da redacção: Excepcionalmente, e percebendo a angústia do PMS no momento da escolha, aqui ficam 10x10 filmes.]



O filme da sua vida: «Vertigo», de Alfred Hitchcock.

Realizador, actor e actriz favoritos: Alfred Hitchcock, Cary Grant, Ingrid Bergman.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Danny Pope [«Running on Empty», 1988] (adolescência), Atticus Finch [«To Kill a Mockingbird», 1962] (idade adulta) e Rachel Cooper [«The Night of the Hunter», 1955] (velhice).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Encontros Imediatos do Terceiro Grau», aos 9 anos.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «O Feiticeiro de Oz» e «E Tudo o Vento Levou».

O filme-choque da sua vida: «Saló ou os 120 Dias de Sodoma», de Pier Paolo Pasolini, e «Portrait of a Serial Killer», de John McNaughton.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Evito cuidadosamente os filmes muito parecidos com a vida.