sábado, 27 de julho de 2013

Carla Bolito



Actriz nascida em Moçambique, em 1973, venceu em 1996 o prémio de Melhor Actriz do Festival de Genebra pelo seu desempenho em «Corte de Cabelo», de Joaquim Sapinho, e, em 2002, no Festival de Berlim, o prémio Shooting Stars, por «O Gotejar da Luz», de Fernando Vendrell. No teatro, trabalhou com encenadores como Luís Miguel Cintra, Lúcia Sigalho ou Jorge Silva Melo. No cinema, para além de Sapinho e Vendrell, foi dirigida por Eduardo Guedes, Margarida Cardoso e Solveig Nordlund, entre outros. Na dança, trabalhou com Clara Andermatt e Olga Roriz. Participou também em diversas séries, telefilmes e telenovelas. Encenou, entre outros, os espectáculos «Areena» (em parceria com Rafaela Santos) e «Transfer» (do qual é também autora do texto, publicado pela 101 Noites).   


Os 10 Melhores

Ø  O Homem da Máquina de Filmar [1929, de Dziga Vertov]
Ø  A Cavalgada Heróica [Stagecoach, 1939, de John Ford]
Ø  Os Sapatos Vermelhos [The Red Shoes, 1948, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
Ø  O Crepúsculo dos Deuses [Sunset Boulevard, 1950, de Billy Wilder]
Ø  Os Sete Samurais [Shichinin no Samurai, 1954, de Akira Kurosawa]
Ø  La Dolce Vita [1960, de Federico Fellini]
Ø  A Noite [La Notte, 1961, de Michelangelo Antonioni]
Ø  O Silêncio [Tystnaden, 1963, de Ingmar Bergman]
Ø  2001 – Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]



O filme da sua vida: São tantos. Neste momento, «Museum Hours», de Jem Cohen, que vi no último Indie. Gostava que chegasse às salas portuguesas para o rever.

Realizador, actor e actriz favoritos: Michelangelo Antonioni e John Cassavetes. Robert Mitchum, a cara de póquer mais cativante de todos os tempos. Pedro Hestnes, um actor volátil, inefável, que não impunha nada a representar, deixava que fossemos até ele. Todas as actrizes do Bergman, mas em particular a Ingrid Thulin, que é de uma expressividade dramática impressionante, cheia de recortes, subtilezas e pormenores de requintes de malvadez. Uma actriz que nos atrai para o abismo e que nos faz desejar conhecer esse abismo.  

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Desde há vários anos que gostaria de voltar a trabalhar em cinema, se fosse possível. Uma, ou várias personagens, se fosse possível. Banais ou mundanas. Contemporâneas ou de séculos passados. Se fosse possível. Os actores dependem sempre de quem acredite que só com quem eles é possível.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Vem e Vê», de Elem Klimov. Vi em criança na televisão e fiquei muito impressionada com uma cena do personagem principal, um miúdo adolescente que ia procurar algo que pudesse aproveitar dos cadáveres dos soldados russos na Segunda Guerra Mundial. Também me lembro de uma cena particularmente estranha onde o miúdo se escondia debaixo de uma vaca morta.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Não consigo lembrar-me de nenhuma. Talvez o «Dom Quixote», do Orson Welles, mas recordo-me que foi sobretudo por causa do som, que é muito mau e que me foi irritando até não conseguir ver o filme até ao fim. 

O filme-choque da sua vida: Existem dois, que quando passam no cinema ou na televisão tento evitar rever mas não consigo, e acabo sempre por entregar-me ao sofrimento puro e duro: «Some Came Running/Deus Sabe Quanto Amei», de Vincente Minnelli, e «Esplendor na Relva», do Elia Kazan. Sempre que revejo estes filmes acabo afogada nas minhas lágrimas e com um nó na garganta que não passa mesmo depois do The End...

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Uma curta-metragem da Cláudia Varejão chamada «Um Dia Frio». Mostra-nos um dia de uma família, com o percurso de cada um para seu lado após saírem de casa de manhã. Não existem diálogos e assistimos às vidas secretas de cada um até regressarem todos a casa no final do dia.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pedro Rolo Duarte


Jornalista e fundador das revistas Visão e K, e ainda do jornal O Independente. Foi subdirector do Diário de Notícias e director adjunto do jornal Se7e. Colabora actualmente com as revistas Lux Woman e Egoísta. Na televisão, foi autor e apresentador de Programa das Festas, Tempos Modernos, Canal Aberto, Falatório, Noites Brancas e Fala com Elas (todos na RTP), entre vários outros. Na rádio, realizou e apresentou diversos programas, mantendo actualmente Hotel Babilónia e Janela Indiscreta (ambos na Antena 1). É autor dos livros Noites em Branco, Sozinho em Casa e Fumo (todos na Oficina do Livro).


Os 10 Melhores (sem ordem de preferência) … Vou-me esquecer, provavelmente, de um dos melhores de todos, mas paciência…  

* O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
* O Grande Ditador [The Great Dictator, 1940, de Charles Chaplin]
* Annie Hall [1977, de Woody Allen]
* Babel [2006, de Alejandro Gonzalez Iñarritu]
* O Amor é um Lugar Estranho [Lost in Translation, 2003, de Sofia Coppola]
* O Filho da Noiva [El Hijo de la Novia, 2001, de Juan José Campanella]
* Cinema Paraíso [Nuovo Cinema Paradiso, 1988, de Giuseppe Tornatore]
* Era Uma Vez na América [Once Upon a Time in America, 1984, de Sergio Leone]
* Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
* Beleza Americana [American Beauty, 1999, de Sam Mendes]



O filme da sua vida: «O Mundo a Seus Pés».

Realizador, actor e actriz favoritos: Apesar de não ter filmes entre os meus 10 mais, Steven Spielberg. Jack Nicholson e Meryl Streep.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: James Bond.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «El Hijo de la Novia», e não sei explicar porquê.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «As Asas do Desejo».

O filme-choque da sua vida: «Laranja Mecânica».

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Monstros e Companhia».


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Leonard Maltin


Historiador e crítico de cinema norte-americano nascido em 1950 em Nova Iorque. É autor de inúmeros livros sobre cinema, entre os quais o famoso Leonard Maltin’s Movie Guide. Apresentou diversos programas televisivos e radiofónicos sobre a sétima arte. Lecciona na School of Cinematic Arts, da Universidade do Sul da Califórnia. Como aferidor da sua fama, note-se a sua “aparição” na série animada South Park.


Os 10 Melhores

* O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
* Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
* Relíquia Macabra [The Maltese Falcon, 1941, de John Huston]
* Serenata à Chuva [Singin’ in the Rain, 1952, de Stanley Donen e Gene Kelly]
* Dumbo [1941, de vários]
* Uma Noite na Ópera [A Night at the Opera, 1935, de Sam Wood]
* O Grande Escândalo [His Girl Friday, 1940, de Howard Hawks]
* King Kong [1933, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack]
* Os 39 Degraus [The 39 Steps, 1935, de Alfred Hitchcock]
* Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]


terça-feira, 28 de maio de 2013

Nuno Artur Silva


Ficcionista, fundador e director geral da Produções Fictícias, agência e rede criativa. Pelas PF, foi director geral, director criativo e co-autor de projectos e programas como HermanZap, Herman Enciclopédia, Contra-Informação, Paraíso Filmes, O Inimigo Público, Os Contemporâneos, entre muitos outros. Publicou livros como As Aventuras de Filipe Seems (banda desenhada com desenhos de António Jorge Gonçalves), As Passagens do Tempo (Cotovia, 2000), A Tribo dos Sonhos Cruzados (Asa, 2003), entre outros. Co-autor de diversas peças de teatro. Fundador e director geral do Canal Q. Apresentador e coordenador do programa O Eixo do Mal, na SIC Notícias.


Os 10 melhores filmes da história do cinema não sei. Da minha vida, acho que sei.

* King Kong [1933, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack]
* Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]
* O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
* Amarcord [1973, de Federico Fellini]
* Annie Hall [1977, de Woody Allen]
* Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg]
* A Vida de Brian [Life of Brian, 1979, de Terry Jones]
* Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott]
* Do Fundo do Coração [One from the Heart, 1982, de Francis Ford Coppola]
* As Asas do Desejo [Der Himmel Uber Berlin, 1987, de Wim Wenders]




O filme da sua vida: «Blade Runner». Quase que podia ser o «Annie Hall» (e dos do Woody Allen quase que era o «Manhattan»). Mas é o «Blade Runner».

Realizador, actor e actriz favoritos: Woody Allen. Actores favoritos não sei mesmo. Actrizes também não é fácil: entre a Ingrid Bergman e a Cate Blanchett...

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Indiana Jones. Ou aquelas que “contracenavam” com as actrizes da minha adolescência, como a Nastassja Kinski.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Blade Runner». Foi amor à primeira vista.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «E Tudo o Vento Levou». E os do Fassbinder.

O filme-choque da sua vida: «Bambi».

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": A escolha do Manuel Fonseca, «Stand By Me», é muito boa.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Pedro Marta Santos



É jornalista e argumentista (não necessariamente por esta ordem). Foi redactor e editor de O Independente durante 14 anos, consultor de guiões na SIC Filmes e coordenador de argumentos na Valentim de Carvalho Filmes. Escreveu argumentos de longas-metragens de cinema, telefilmes, mini-séries e séries de TV para as produtoras SIC Filmes, VC Filmes, Stopline Filmes, SP Televisão e Oficina de Filmes, dirigidas por Tiago Guedes, Mário Barroso, Carlos Coelho da Silva, Edgar Pêra e Jorge Queiroga, entre outros. Em 2008, publicou o Guia Terapêutico de Cinema, uma abordagem holística e levemente alucinada da 7.ª arte como composto farmacológico de máxima eficácia.

Escolher os "10 Melhores Filmes" é como decidir as 10 mais belas mulheres. Os 10 quadros mais importantes. O filho predilecto. Depressa se perde o sentido da perspectiva. Ainda assim, acho que consigo escolher os 100 Melhores. Menos do que isso, enlouqueceria.


Os 100 Melhores (sem ordem particular de preferência)

  * Aurora [Sunrise, 1927, de F. W. Murnau]
 A Paixão de Joana d’Arc [La Passion de Jeanne D’Arc, 1928, de Carl T. Dreyer]
 O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
  * O Grande Escândalo [His Girl Friday, 1940, de Howard Hawks]
 Difamação [Notorious, 1946, de Alfred Hitchcock]
 Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
 A Vida do Coronel Blimp [The Life and Death of Colonel Blimp, 1943, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
 Há Lodo no Cais [On the Waterfront, 1954, de Elia Kazan]
  * Deus Sabe Quanto Amei [Some Came Running, 1958, de Vincente Minnelli]
   * Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott]
   * Sentimento [Senso, 1954, de Luchino Visconti]
   * A Noite Tem Mil Olhos [Night Has a Thousand Eyes, 1948, de John Farrow]
   * Jules e Jim [Jules et Jim, 1962, de François Truffaut]
   * Otelo [The Tragedy of Othello: The Moor of Venice, 1952, de Orson Welles]
   * Lágrimas de Mãe [To Each His Own, 1946, de Mitchell Leisen]
   * Chinatown [1974, de Roman Polanski]
   * Matar ou Não Matar [In a Lonely Place, 1950, de Nicholas Ray]
   * Mãos Perigosas [Pickup on South Street, 1953, de Samuel Fuller]
    * A Máscara [Persona, 1966, de Ingmar Bergman] 
   * Lawrence da Arábia [Lawrence of Arabia, 1962, de David Lean]
   * 2001 – Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
   * O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola]
   * O Conformista [Il Conformista, 1970, de Bernardo Bertolucci]
   * O Eclipse [L’Eclisse, 1962, de Michelangelo Antonioni]
   * Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica]
   * Taxi Driver [1976, de Martin Scorsese]
   * Son Smeshnogo Cheloveka [1992, curta-metragem de Aleksandr Petrov]
   * Ghost in the Shell [1995, de Mamoru Oshii]
   * Serenata à Chuva [Singin’in the Rain, 1952, de Stanley Donen e Gene Kelly]
   * Mentira Maldita [Sweet Smell of Success, 1957, de Alexander Mckendrick]
   * O Caçador [The Deer Hunter, 1978, de Michael Ciminio]
   * Dias do Paraíso [Days of Heaven, 1978, de Terrence Malick]
   * Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
   * O Sacrifício [Offret, 1986, de Andrei Tarkovsky]
   * Heat – Cidade Sob Pressão [Heat, 1995, de Michael Mann]
   * Elephant [2003, de Gus Van Sant]
   * O Terceiro Homem [The Third Man, 1949, de Carol Reed]
   * Estrada Perdida [Lost Highway, 1997, de David Lynch]
   * A Desaparecida [The Searchers, 1956, de John Ford] 
   * As Três Noites de Eva [The Lady Eve, 1941, de Preston Sturges]
   * Assassinos [The Killers, 1946, de Robert Siodmak]
   * As Diabólicas [Les Diaboliques, 1955, de Henri-Georges Clouzot]
  *  Million Dollar Baby [2004, de Clint Eastwood]
   * Vontade Indómita [The Fountainhead, 1949, de King Vidor]
   * A Herdeira [The Heiress, 1949, de William Wyler]
   * O Homem Sem Braços [The Unknown, 1927, de Tod Browning]
   * Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [1958, de Alfred Hitchcock]
   * Estrada de Fogo [Streets of Fire, 1984, de Walter Hill]
   * O Retrato de Jennie [Portrait of Jennie, 1948, de William Dieterle]
   * Cruel Vitória [Bitter Victory, 1957, de Nicholas Ray]
   * Rio Bravo [1959, de Howard Hawks]
   * O Último dos Moicanos [Last of the Mohicans, 1992, de Michael Mann]
   * Imperdoável [Unforgiven, 1992, de Clint Eastwood]
   * Amarcord [1973, de Federico Fellini]
   * Os Condenados de Shawshank [The Shawshank Redemption, 1994, de Frank Darabont]
   * A Vila [The Village, 2004, de M. Night Shyamalan]
   * Gente de Dublin [The Dead, 1987, de John Huston]
   * O Céu Pode Esperar [Heaven Can Wait, 1943, de Ernst Lubitsch]
   * A Sombra do Caçador [The Night of the Hunter, 1955, de Charles Laughton]
   * A Verdade Vence Sempre [Call Northside 777, 1948, de Henry Hathaway]
   * Paraíso Infernal [Only Angels Have Wings, 1939, de Howard Hawks]
   * Brazil – O Outro Lado do Sonho [Brazil, 1985, de Terry Gilliam]
   * A Roda da Fortuna [The Band Wagon, 1953, de Vincente Minnelli]
   * O Grande Amor da Minha Vida [An Affair to Remember, 1957, de Leo McCarey]
   * O Milagre de Anne Sullivan [The Miracle Worker, 1962, de Arthur Penn]
   * Carta de Uma Desconhecida [Letter from an Unknown Woman, 1948, de Max Ophuls]
   * Juventude Inquieta [Rumble Fish, 1983, de Francis Ford Coppola]
   * A Idade da Inocência [The Age of Innocence, 1993, de Martin Scorsese]
   * Quando os Sinos Dobram [Black Narcissus, 1947, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
   * Horizontes de Glória [Paths of Glory, 1957, de Stanley Kubrick]
   * O Local do Crime [Le Lieu du Crime, 1986, de André Téchiné]
   * O Meu Maior Pecado [The Tarnished Angels, 1957, de Douglas Sirk]
   * O Exército das Sombras [L’Armée des Ombres, 1969, de Jean-Pierre Melville]
   * Paris, Texas [1984, de Wim Wenders]
   * Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg]
   * Os Eleitos [The Right Stuff, 1983, de Philip Kaufman]
   * Almas em Chamas [Twelve O’Clock High, 1949, de Henry King]
   * O Fantasma Apaixonado [The Ghost and Mrs. Muir, 1947, de Joseph L. Mankiewicz]
   * A Festa [The Party, 1968, de Blake Edwards]
   * O Vale Era Verde [How Green Was My Valley, 1941, de John Ford]
   * As Brancas Montanhas da Morte [Jeremiah Johnson, 1972, de Sydney Pollack]
   * Fuga Sem Fim [Running on Empty, 1988, de Sidney Lumet]
   * Magnolia [1999, de Paul Thomas Anderson]
   * O Deserto Vermelho [Il Deserto Rosso, 1964, de Michelangelo Antonioni]
   * Papá Por Acaso [The Miracle of Morgan’s Creek, 1944, de Preston Sturges]
   * Ondas de Paixão [Breaking the Waves, 1996, de Lars Von Trier]
   * O Homem Que Queria Ser Rei [The Man Who Would Be King, 1975, de John Huston]
   * O Buraco [Le Trou, 1960, de Jacques Becker]
   * Contacto [Contact, 1997, de Robert Zemeckis]
   * Vermelho [Rouge, 1994, de Krzysztof Kieslowski]
   * Escondido [Caché, 2005, de Michael Haneke]
   * O Padrinho II [The Godfather – part II, 1974, de Francis Ford Coppola]
   * Limbo [1999, de John Sayles]
   * A Última Tentação de Cristo [The Last Temptation of Christ, 1988, de Martin Scorsese]
   * A Cidade do Vício [Trouble in Mind, 1985, de Alan Rudolph]
   * O Arrependido [Out of the Past, 1947, de Jacques Tourneur]
   * O Vício do Jogo [The Gambler, 1974, de Karel Reisz]
   * Aliens [1986, de James Cameron]
   * La Jetée [1982, curta-metragem de Chris Marker]
   * Phase IV (1974, de Saul Bass]  


[Nota da redacção: Excepcionalmente, e percebendo a angústia do PMS no momento da escolha, aqui ficam 10x10 filmes.]



O filme da sua vida: «Vertigo», de Alfred Hitchcock.

Realizador, actor e actriz favoritos: Alfred Hitchcock, Cary Grant, Ingrid Bergman.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Danny Pope [«Running on Empty», 1988] (adolescência), Atticus Finch [«To Kill a Mockingbird», 1962] (idade adulta) e Rachel Cooper [«The Night of the Hunter», 1955] (velhice).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Encontros Imediatos do Terceiro Grau», aos 9 anos.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «O Feiticeiro de Oz» e «E Tudo o Vento Levou».

O filme-choque da sua vida: «Saló ou os 120 Dias de Sodoma», de Pier Paolo Pasolini, e «Portrait of a Serial Killer», de John McNaughton.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Evito cuidadosamente os filmes muito parecidos com a vida.

domingo, 5 de maio de 2013

Mário Dorminsky



É a face mais conhecida do Fantasporto, o mais mítico dos festivais de cinema portugueses, do qual é fundador e director. Mário Dorminsky nasceu no Porto, em 1955. Frequentou os cursos de Arquitectura e Filosofia na sua cidade natal, foi professor do Ensino Secundário e jornalista. Actualmente, é vereador da Cultura, Património e Turismo de Vila Nova de Gaia. 


Os 10 Melhores

 * O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
 * Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott]
 * Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [1958, de Alfred Hitchcock]
 * A Regra do Jogo [La Règle du Jeu, 1939, de Jean Renoir]
 * Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
 * Estranhos Prazeres [Strange Days, 1995, de Kathryn Bigelow]
 * Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock]
 * O Leopardo [Il Gattopardo, 1963, de Luchino Visconti]
 * Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica]
 * ET – O Extraterrestre [ET – The Extraterrestrial, 1982, de Steven Spielberg]

 [Além desta lista, Mário Dorminsky acrescenta duas sagas: Guerra das Estrelas (Star Wars) e O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings).]



O filme da sua vida: «O Mundo a Seus Pés».

Realizador, actor e actriz favoritos: Alfred Hitchcock, Robert de Niro, Sophia Loren.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: O Homem Invisível…

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Boudu Salvo das Águas».

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Não tenho.

O filme-choque da sua vida: «Funny Games», de Michael Haneke.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Sinceramente não sei.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pedro Garcia Rosado




[Escritor e tradutor nascido em Lisboa. O seu mais recente romance chama-se Morte com Vista para o Mar, edição Topseller.]

«Comecei desde muito cedo a ir ao cinema e agora vejo-o em casa por não haver salas de cinema de jeito no concelho onde vivo. Enquanto jornalista (e crítico de cinema) escrevi sobre filmes, cinema e festivais de cinema para várias publicações, entre as quais o extinto Se7e, o JL na sua fase mais abrangente, O Jornal e O Diário, tendo ainda sido autor e coordenador dos anuários de home video publicados entre 1989 e 2003 (co-edição Difusão Cultural/Projornal) e correspondente do Variety em Portugal. Os milhares de filmes que vi em cinco décadas de espectador de cinema e cinéfilo, alguns por simples obrigação profissional ou pessoal e a maioria por interesse pessoal, dificultam uma selecção do “melhor” ou “melhores” em termos objectivos, mas, independentemente do valor histórico, técnico, cultural e até social de cada filme, retenho na memória como sendo os meus “melhores”, e que constam desta lista, alguns dos que mais me entusiasmaram e a que regresso com gosto.»


Os 10 Melhores (por ordem alfabética)

* Aguirre, o Aventureiro [Aguirre, der Zorn Gottes, 1972, de Werner Herzog]
* Apocalypse Now Redux [1979, de Francis Ford Coppola]
* Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
* O Couraçado Potemkine [Bronenosets Potyomkin, 1925, de Sergei M. Eisenstein]
* Lawrence da Arábia [Lawrence of Arabia, 1962, de David Lean]
* Matou [M, 1931, de Fritz Lang]
* Depois do Anoitecer [Near Dark, 1987, de Kathryn Bigelow]
* A Quadrilha Selvagem [The Wild Bunch, 1969, de Sam Peckinpah]
* O Senhor dos Anéis [The Lord of the Rings, 2001-2003, de Peter Jackson]
* Os Suspeitos do Costume [The Usual Suspects, 1995, de Bryan Singer]


[PGR valoriza a trilogia de Peter Jackson como uma obra única. O autor do blog, já agora, também.]




O filme da sua vida: «A Quadrilha Selvagem». É um filme extraordinário e a vários títulos emblemático: assinala o fim dos westerns tradicionais e o início de uma era de westerns de novo tipo; redefine o cinema de acção na sua representação estilizada mas realista da violência; e é um emocionante hino à amizade, à lealdade e ao heroísmo.

Realizador, actor e actriz favoritos: Sam Peckinpah é, para mim, um dos realizadores mais completos, no leque de temas que levou para as suas longas-metragens e na forma como os abordou. Admiro muito um grande número de actores e actrizes, mas não irei ver um filme por um, ou mais, dos seus intérpretes como irei ver por quem o realiza, com todo o respeito pelos muitos méritos de gerações de actores e actrizes no cinema e na televisão.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Charles Foster Kane, o complexo magnata da comunicação social de «O Mundo a Seus Pés» (Citizen Kane, 1941), de Orson Welles.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Estrada de Fogo» (Streets of Fire”, 1984), de Walter Hill, que achei absolutamente surpreendente na perfeita combinação entre a música, as imagens em movimento e o espírito de aventura que domina a história.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «E Tudo o Vento Levou» (Gone with the Wind, 1939), de Victor Fleming. Insuportavelmente longo, arrastadamente melodramático, irritantemente xaroposo.

O filme-choque da sua vida: «Também os Anões Começam por Baixo» (Auch Zwerge haben klein angefangen, 1970), de Werner Herzog, que numa atmosfera cruelmente delirante resumiu muito dos sonhos de liberdade, de intervenção e de inovação do Cinema Novo alemão (e que vi no Instituto Alemão de Lisboa).

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Casablanca», de Michael Curtiz (1942). Pela história romântica, pelos encontros e desencontros pessoais, pelas lealdades e deslealdades do amor e pela afirmação de resistência à opressão, que tem o seu momento de antologia na entoação espontânea de “La Marseillaise” no Rick’s American Café.