quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Balanço do ano

Nada surpreendentemente, o filme mais votado pelos 12 convidados do ano inaugural de Os Filmes das Vidas Deles é... Citizen Kane - O Mundo a Seus Pés.


O top ten é o seguinte:

1 - O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles] - 6 votos
2 - Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola] - 5 votos
3 - Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock] - 3 votos
4 - Casablanca [1942, de Michael Curtiz] - 3 votos
5 - Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg] - 3 votos
6 - Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin] - 3 votos
7 - O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola] - 2 votos
8 - Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott] - 2 votos
9 - Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [1958, de Alfred Hitchcock] - 2 votos
10 - Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica] - 2 votos

Quanto a realizadores...


Alfred Hitchcock leva a Palma.

E actores...

Bob De Niro.

Actrizes...


Meryl Streep e Jean Seberg, ex-aequo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Fernando Ribeiro


É vocalista da banda de metal gótico Moonspell, que se destaca pelo seu impressionante perfil internacional. Para além da música e das viagens, é um apaixonado pela literatura, tendo inclusivamente escrito e publicado uma mão cheia de livros entre poesia, contos e uma biografia da própria banda. Não resiste também ao charme e intensidade da 7.ª Arte e é um fã confesso de filmes do género da ficção, terror e drama/thriller. Antes de nascer o seu filho, Fausto, era assíduo frequentador do Motel X, em Lisboa, onde apresentou uma masterclass com José Mojica Marins, Zé do Caixão. Grava sempre os videoclips como se de pequenos filmes de cinema se tratassem, tendo colaborado com nomes como Filipe Melo e Tiago Guedes. Sem tempo para ir ao cinema, paga fortunas no videoclube da Meo e exige o Netflix para Portugal! O último concerto que deu foi na China, em Pequim.


Os 10 Melhores

Ø  O Homem Elefante [The Elephant Man, 1980, de David Lynch]
Ø  O Exorcista [The Exorcist, 1973, de William Friedkin]
Ø  Rocky [1976, de John G. Avildsen]
Ø  2001: Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø  Os Pássaros [The Birds, 1963, de Alfred Hitchcock]
Ø  Fausto [Faust, 1926, de F.W. Murnau]
Ø  Feios, Porcos e Maus [Brutti, Sporchi e Cattivi, 1976, de Ettore Scola]
Ø  A Vida Não É Um Sonho [Requiem For a Dream, 2000, de Darren Aronofsky]
Ø  Clube dos Poetas Mortos [Dead Poets Society, 1989, de Peter Weir]
Ø  O Labirinto do Fauno [El Laberinto del Fauno, 2006, de Guillermo del Toro]



O filme da sua vida: Talvez o «Fausto», do Murnau, ou «Aurora», também do Murnau. Encaixam perfeitamente em mim. O meu filho chama-se Fausto, a minha sobrinha Aurora...

Realizador, actor e actriz favoritos: Murnau, Vincent Price, Helen Mirren.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: O Drácula do Coppola, que Gary Oldman imortalizou.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «O Exorcista». Vi o filme cedo de mais, talvez.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «Doutor Estranhoamor» (Dr. Strangelove). Fui daqueles que não atingiu...

O filme-choque da sua vida: «Saló», de Pasolini.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Nova Iorque Fora de Horas» (After Hours), de Martin Scorsese. Pelo menos, a minha!


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

José António Saraiva



É arquitecto e o director do semanário Sol desde 2006. Foi director do Expresso entre 1983 e 2006. Professor de Política Portuguesa na Universidade Católica, possui 13 livros publicados, entre ensaio e romance. Fez crítica de cinema no Comércio do Funchal e venceu o Prémio de Ensaio do Diário de Lisboa com um trabalho sobre Antonioni.


Os 10 Melhores

Ø  Rocco e Seus Irmãos [Rocco e i Suoi Fratelli, 1960, de Luchino Visconti]
Ø  Sentimento [Senso, 1954, de Luchino Visconti]
Ø  O Touro Enraivecido [Raging Bull, 1980, de Martin Scorsese]
Ø  Paris, Texas [1984, de Wim Wenders]
Ø  Dois Irmãos, Dois Destinos [Cronaca Familiare, 1962, de Valerio Zurlini]
Ø  Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica]
Ø  A Aventura [L’Avventura, 1960, de Michelangelo Antonioni]
Ø  O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø  A Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock]
Ø  A Leste do Paraíso [East of Eden, 1955, de Elia Kazan]




O filme da sua vida: «Rocco e Seus Irmãos» (1960), de Luchino Visconti.

Realizador, actor e actriz favoritos: Luchino Visconti, Robert De Niro, Meryl Streep.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Tancredi (Alain Delon) em «O Leopardo» (1963), de Luchino Visconti.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: Também o «Rocco».

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «E Tudo o Vento Levou» (1939), de Victor Fleming.

O filme-choque da sua vida: Não sei.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «As Pontes de Madison County» (1995), de Clint Eastwood.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Álvaro Domingues


Geógrafo e professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, nascido em Melgaço em 1959. Não é cinéfilo, mas gosta de ir aos filmes de vez em quando. Fora do seu trabalho académico e de investigação, é autor dos livros Rua da Estrada (2010) e Vida no Campo (2012), ambos da editora portuense Dafne.

Os 10 Melhores

Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø  Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]
Ø  A Vida de Brian [Life of Brian, 1979, de Terry Jones]
Ø  O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola]
Ø  A Árvore dos Tamancos [L’Albero deglei Zoccoli, 1978, de Ermanno Olmi]
Ø  Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg]
Ø  Vale Abraão [1993, de Manoel de Oliveira]
Ø  Douro, Faina Fluvial [1933, de Manoel de Oliveira]
Ø  Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos [Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios, 1988, de Pedro Almodóvar]
Ø  Dos Homens e dos Deuses [Des Hommes et des Dieux, 2010, de Xavier Beauvois]

E, claro, A Rua da Estrada (documentário de Graça Castanheira, 2012).


O filme da sua vida: A própria vida e os filmes que estão para vir.

Realizador, actor e actriz favoritos: Não tenho. Associo pontualmente actores/actrizes a determinados filmes, como Leonor Silveira na Ema de «Vale Abraão» ou Penélope Cruz com Pedro Almodóvar.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Já encarnei um figurante num filme de Manoel de Oliveira («O Estranho Caso de Angélica», 2010) e foi uma experiência inesquecível por ali andar uma noite até que se fez dia! De outra vez, encarnei-me a mim próprio na «Rua da Estrada», de Graça Castanheira (2012)… Senti-me bem!

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: Recentemente, o filme «Dos Homens e dos Deuses». Em tempos de fundamentalismos e ateísmos, a verdadeira dimensão do sagrado, quando os homens se confrontam com eles próprios.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Todos os musicais de sapateados e coisas do género.

O filme-choque da sua vida: «Apocalypse Now» ou de como a crueldade pode ser tão grosseira e requintada.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Encontros Imediatos do Terceiro Grau» é o que a vida é, variando o grau e a diversidade dos extraterrestres.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Manuel Maria Carrilho



Professor universitário de filosofia contemporânea nascido em 1951, em Coimbra. Ministro da Cultura dos XIII e XIV Governos Constitucionais (1995-2000).


Os 10 Melhores (por ordem cronológica)

Ø  A Regra do Jogo [La Règle du Jeu, 1939, de Jean Renoir]
Ø  O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø  A Palavra [Ordet, 1955, de Carl T. Dreyer]
Ø  Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [Vertigo, 1958, de Alfred Hitchcock]
Ø  Jules e Jim [Jules et Jim, 1962, de François Truffaut]
Ø  Lilith e o Destino [Lilith, 1964, de Robert Rossen]
Ø  A Máscara [Persona, 1966, de Ingmar Bergman]
Ø  Amarcord [1973, de Federico Fellini]
Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø  Disponível para Amar [In the Mood for Love, 2000, de Wong Kar-Wai]




O filme da sua vida: «Lilith», de Robert Rossen.

Realizador, actor e actriz favoritos: Orson Welles, Daniel Day-Lewis, Jean Seberg.  

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Eddie Felson, começando em «The Hustler» (1961), de Robert Rossen, e continuando em «The Colour of Money» (1986), de Martin Scorsese (como aconteceu com Paul Newman).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Sob o Signo de Capricórnio» (1949), de Alfred Hitchcock.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Os musicais.

O filme-choque da sua vida: «Saló ou os 120 dias de Sodoma» (1975), de Pier Paolo Pasolini.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Todos (ou quase) os de Billy Wilder. Mas também os de Ingmar Bergman.


sábado, 27 de julho de 2013

Carla Bolito



Actriz nascida em Moçambique, em 1973, venceu em 1996 o prémio de Melhor Actriz do Festival de Genebra pelo seu desempenho em «Corte de Cabelo», de Joaquim Sapinho, e, em 2002, no Festival de Berlim, o prémio Shooting Stars, por «O Gotejar da Luz», de Fernando Vendrell. No teatro, trabalhou com encenadores como Luís Miguel Cintra, Lúcia Sigalho ou Jorge Silva Melo. No cinema, para além de Sapinho e Vendrell, foi dirigida por Eduardo Guedes, Margarida Cardoso e Solveig Nordlund, entre outros. Na dança, trabalhou com Clara Andermatt e Olga Roriz. Participou também em diversas séries, telefilmes e telenovelas. Encenou, entre outros, os espectáculos «Areena» (em parceria com Rafaela Santos) e «Transfer» (do qual é também autora do texto, publicado pela 101 Noites).   


Os 10 Melhores

Ø  O Homem da Máquina de Filmar [1929, de Dziga Vertov]
Ø  A Cavalgada Heróica [Stagecoach, 1939, de John Ford]
Ø  Os Sapatos Vermelhos [The Red Shoes, 1948, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
Ø  O Crepúsculo dos Deuses [Sunset Boulevard, 1950, de Billy Wilder]
Ø  Os Sete Samurais [Shichinin no Samurai, 1954, de Akira Kurosawa]
Ø  La Dolce Vita [1960, de Federico Fellini]
Ø  A Noite [La Notte, 1961, de Michelangelo Antonioni]
Ø  O Silêncio [Tystnaden, 1963, de Ingmar Bergman]
Ø  2001 – Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]



O filme da sua vida: São tantos. Neste momento, «Museum Hours», de Jem Cohen, que vi no último Indie. Gostava que chegasse às salas portuguesas para o rever.

Realizador, actor e actriz favoritos: Michelangelo Antonioni e John Cassavetes. Robert Mitchum, a cara de póquer mais cativante de todos os tempos. Pedro Hestnes, um actor volátil, inefável, que não impunha nada a representar, deixava que fossemos até ele. Todas as actrizes do Bergman, mas em particular a Ingrid Thulin, que é de uma expressividade dramática impressionante, cheia de recortes, subtilezas e pormenores de requintes de malvadez. Uma actriz que nos atrai para o abismo e que nos faz desejar conhecer esse abismo.  

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Desde há vários anos que gostaria de voltar a trabalhar em cinema, se fosse possível. Uma, ou várias personagens, se fosse possível. Banais ou mundanas. Contemporâneas ou de séculos passados. Se fosse possível. Os actores dependem sempre de quem acredite que só com quem eles é possível.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Vem e Vê», de Elem Klimov. Vi em criança na televisão e fiquei muito impressionada com uma cena do personagem principal, um miúdo adolescente que ia procurar algo que pudesse aproveitar dos cadáveres dos soldados russos na Segunda Guerra Mundial. Também me lembro de uma cena particularmente estranha onde o miúdo se escondia debaixo de uma vaca morta.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Não consigo lembrar-me de nenhuma. Talvez o «Dom Quixote», do Orson Welles, mas recordo-me que foi sobretudo por causa do som, que é muito mau e que me foi irritando até não conseguir ver o filme até ao fim. 

O filme-choque da sua vida: Existem dois, que quando passam no cinema ou na televisão tento evitar rever mas não consigo, e acabo sempre por entregar-me ao sofrimento puro e duro: «Some Came Running/Deus Sabe Quanto Amei», de Vincente Minnelli, e «Esplendor na Relva», do Elia Kazan. Sempre que revejo estes filmes acabo afogada nas minhas lágrimas e com um nó na garganta que não passa mesmo depois do The End...

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Uma curta-metragem da Cláudia Varejão chamada «Um Dia Frio». Mostra-nos um dia de uma família, com o percurso de cada um para seu lado após saírem de casa de manhã. Não existem diálogos e assistimos às vidas secretas de cada um até regressarem todos a casa no final do dia.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pedro Rolo Duarte


Jornalista e fundador das revistas Visão e K, e ainda do jornal O Independente. Foi subdirector do Diário de Notícias e director adjunto do jornal Se7e. Colabora actualmente com as revistas Lux Woman e Egoísta. Na televisão, foi autor e apresentador de Programa das Festas, Tempos Modernos, Canal Aberto, Falatório, Noites Brancas e Fala com Elas (todos na RTP), entre vários outros. Na rádio, realizou e apresentou diversos programas, mantendo actualmente Hotel Babilónia e Janela Indiscreta (ambos na Antena 1). É autor dos livros Noites em Branco, Sozinho em Casa e Fumo (todos na Oficina do Livro).


Os 10 Melhores (sem ordem de preferência) … Vou-me esquecer, provavelmente, de um dos melhores de todos, mas paciência…  

* O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
* O Grande Ditador [The Great Dictator, 1940, de Charles Chaplin]
* Annie Hall [1977, de Woody Allen]
* Babel [2006, de Alejandro Gonzalez Iñarritu]
* O Amor é um Lugar Estranho [Lost in Translation, 2003, de Sofia Coppola]
* O Filho da Noiva [El Hijo de la Novia, 2001, de Juan José Campanella]
* Cinema Paraíso [Nuovo Cinema Paradiso, 1988, de Giuseppe Tornatore]
* Era Uma Vez na América [Once Upon a Time in America, 1984, de Sergio Leone]
* Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
* Beleza Americana [American Beauty, 1999, de Sam Mendes]



O filme da sua vida: «O Mundo a Seus Pés».

Realizador, actor e actriz favoritos: Apesar de não ter filmes entre os meus 10 mais, Steven Spielberg. Jack Nicholson e Meryl Streep.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: James Bond.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «El Hijo de la Novia», e não sei explicar porquê.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «As Asas do Desejo».

O filme-choque da sua vida: «Laranja Mecânica».

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Monstros e Companhia».