Nada surpreendentemente, o filme mais votado pelos 12 convidados do ano inaugural de Os Filmes das Vidas Deles é... Citizen Kane - O Mundo a Seus Pés.
O top ten é o seguinte:
1 - O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles] - 6 votos
2 - Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola] - 5 votos
3 - Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock] - 3 votos
4 - Casablanca [1942, de Michael Curtiz] - 3 votos
5 - Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg] - 3 votos
6 - Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin] - 3 votos
7 - O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola] - 2 votos
8 - Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott] - 2 votos
9 - Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [1958, de Alfred Hitchcock] - 2 votos
10 - Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica] - 2 votos
Quanto a realizadores...
Alfred Hitchcock leva a Palma.
E actores...
Bob De Niro.
Actrizes...
Meryl Streep e Jean Seberg, ex-aequo.
Um sítio que pretende celebrar o amor pelo cinema e pela sua memória, através das listas dos 10 melhores filmes da história na opinião de um conjunto de personalidades que se pretende abrangente.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Fernando Ribeiro
É vocalista da banda de metal gótico Moonspell,
que se destaca pelo seu impressionante perfil internacional. Para além da
música e das viagens, é um apaixonado pela literatura, tendo inclusivamente
escrito e publicado uma mão cheia de livros entre poesia, contos e uma
biografia da própria banda. Não resiste também ao charme e intensidade da 7.ª Arte
e é um fã confesso de filmes do género da ficção, terror e drama/thriller.
Antes de nascer o seu filho, Fausto, era assíduo frequentador do Motel X, em
Lisboa, onde apresentou uma masterclass
com José Mojica Marins, Zé do Caixão. Grava sempre os videoclips como se de
pequenos filmes de cinema se tratassem, tendo colaborado com nomes como Filipe
Melo e Tiago Guedes. Sem tempo para ir ao cinema, paga fortunas no videoclube
da Meo e exige o Netflix para Portugal! O último concerto que deu foi na China,
em Pequim.
Os 10 Melhores
Ø
O Homem
Elefante [The Elephant Man, 1980, de David Lynch]
Ø
O
Exorcista [The Exorcist, 1973, de William Friedkin]
Ø Rocky [1976,
de John G. Avildsen]
Ø
2001:
Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø
Os
Pássaros [The Birds, 1963, de Alfred Hitchcock]
Ø
Fausto [Faust,
1926, de F.W. Murnau]
Ø
Feios,
Porcos e Maus [Brutti, Sporchi e Cattivi, 1976, de Ettore Scola]
Ø
A Vida
Não É Um Sonho [Requiem For a Dream, 2000, de Darren Aronofsky]
Ø
Clube dos
Poetas Mortos [Dead Poets Society, 1989, de Peter Weir]
Ø
O Labirinto
do Fauno [El Laberinto del Fauno, 2006, de Guillermo del Toro]
O filme da sua vida: Talvez o «Fausto», do Murnau, ou «Aurora»,
também do Murnau. Encaixam perfeitamente em mim. O meu filho chama-se Fausto, a
minha sobrinha Aurora...
Realizador, actor e actriz
favoritos: Murnau, Vincent Price, Helen
Mirren.
Personagem que gostava de
encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: O Drácula do Coppola, que Gary Oldman imortalizou.
Filme que mais o marcou no
momento do seu visionamento: «O Exorcista».
Vi o filme cedo de mais, talvez.
Obra-prima clássica (ou nem
tanto) com que embirre particularmente: «Doutor
Estranhoamor» (Dr. Strangelove). Fui daqueles que não atingiu...
Filme do qual possa dizer "a
vida é muito parecida com isto": «Nova
Iorque Fora de Horas» (After Hours), de Martin Scorsese. Pelo menos, a minha!
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
José António Saraiva
É arquitecto e o director do semanário Sol desde 2006. Foi director do Expresso entre 1983 e 2006. Professor de
Política Portuguesa na Universidade Católica, possui 13 livros publicados,
entre ensaio e romance. Fez crítica de cinema no Comércio do Funchal e venceu o Prémio de Ensaio do Diário de Lisboa com um trabalho sobre
Antonioni.
Os 10 Melhores
Ø
Rocco e Seus
Irmãos [Rocco e i Suoi Fratelli, 1960, de Luchino Visconti]
Ø
Sentimento
[Senso, 1954, de Luchino Visconti]
Ø O Touro Enraivecido [Raging Bull, 1980, de Martin Scorsese]
Ø Paris, Texas [1984,
de Wim Wenders]
Ø
Dois
Irmãos, Dois Destinos [Cronaca Familiare, 1962, de Valerio Zurlini]
Ø
Ladrões
de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica]
Ø
A
Aventura [L’Avventura, 1960, de Michelangelo Antonioni]
Ø
O Mundo a
Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø
A Janela
Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock]
Ø
A Leste
do Paraíso [East of Eden, 1955, de Elia Kazan]
O filme da sua vida: «Rocco e Seus Irmãos» (1960), de Luchino Visconti.
Realizador, actor e actriz
favoritos: Luchino Visconti, Robert De
Niro, Meryl Streep.
Personagem que gostava de
encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Tancredi (Alain Delon) em «O Leopardo» (1963), de Luchino Visconti.
Filme que mais o marcou no
momento do seu visionamento: Também o
«Rocco».
Obra-prima clássica (ou nem
tanto) com que embirre particularmente: «E
Tudo o Vento Levou» (1939), de Victor Fleming.
Filme do qual possa dizer "a
vida é muito parecida com isto": «As
Pontes de Madison County» (1995), de Clint
Eastwood.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Álvaro Domingues
Geógrafo e professor na Faculdade de Arquitectura da
Universidade do Porto, nascido em Melgaço em 1959. Não é cinéfilo, mas gosta de
ir aos filmes de vez em quando. Fora do seu trabalho académico e de
investigação, é autor dos livros Rua da
Estrada (2010) e Vida no Campo
(2012), ambos da editora portuense Dafne.
Os 10 Melhores
Ø Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø
Tempos
Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]
Ø A Vida de Brian [Life of Brian, 1979, de Terry Jones]
Ø
O
Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola]
Ø
A Árvore
dos Tamancos [L’Albero deglei Zoccoli, 1978, de Ermanno Olmi]
Ø
Encontros
Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven
Spielberg]
Ø
Vale
Abraão [1993, de Manoel de Oliveira]
Ø
Douro,
Faina Fluvial [1933, de Manoel de Oliveira]
Ø
Mulheres
à Beira de Um Ataque de Nervos [Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios, 1988,
de Pedro Almodóvar]
Ø
Dos
Homens e dos Deuses [Des Hommes et des Dieux, 2010, de Xavier Beauvois]
E, claro, A Rua da Estrada (documentário de Graça Castanheira, 2012).
O filme da sua vida: A própria vida e os filmes que estão para vir.
Realizador, actor e actriz
favoritos: Não tenho. Associo pontualmente actores/actrizes a determinados filmes, como
Leonor Silveira na Ema de «Vale Abraão» ou Penélope Cruz com Pedro Almodóvar.
Personagem que gostava de
encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Já encarnei um figurante num filme de Manoel
de Oliveira («O Estranho Caso de Angélica», 2010) e foi uma experiência
inesquecível por ali andar uma noite até que se fez dia! De outra vez,
encarnei-me a mim próprio na «Rua da Estrada», de Graça Castanheira (2012)… Senti-me
bem!
Filme que mais o marcou no
momento do seu visionamento: Recentemente,
o filme «Dos Homens e dos Deuses».
Em tempos de fundamentalismos e ateísmos, a verdadeira dimensão do sagrado, quando
os homens se confrontam com eles próprios.
Obra-prima clássica (ou nem
tanto) com que embirre particularmente: Todos os musicais de sapateados e coisas do género.
O filme-choque da sua vida: «Apocalypse Now» ou de como a crueldade
pode ser tão grosseira e requintada.
Filme do qual possa dizer "a
vida é muito parecida com isto": «Encontros Imediatos do Terceiro Grau» é o
que a vida é, variando o grau e a diversidade dos extraterrestres.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Manuel Maria Carrilho
Professor universitário de filosofia
contemporânea nascido em 1951, em Coimbra. Ministro da Cultura dos XIII e XIV Governos Constitucionais
(1995-2000).
Os 10 Melhores (por
ordem cronológica)
Ø
A Regra
do Jogo [La Règle du Jeu, 1939, de Jean Renoir]
Ø
O Mundo a
Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø
A Palavra
[Ordet, 1955, de Carl T. Dreyer]
Ø
Vertigo –
A Mulher Que Viveu Duas Vezes [Vertigo, 1958, de Alfred Hitchcock]
Ø
Jules e
Jim [Jules et Jim, 1962, de François Truffaut]
Ø
Lilith e o Destino [Lilith, 1964,
de Robert Rossen]
Ø
A Máscara
[Persona, 1966, de Ingmar Bergman]
Ø
Amarcord [1973,
de Federico Fellini]
Ø Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø Disponível para Amar [In the Mood for Love, 2000, de Wong Kar-Wai]
O filme da sua vida: «Lilith», de Robert Rossen.
Realizador, actor e actriz
favoritos: Orson Welles, Daniel Day-Lewis, Jean Seberg.
Personagem que gostava de
encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Eddie
Felson, começando em «The Hustler» (1961), de Robert Rossen, e continuando em «The
Colour of Money» (1986), de Martin Scorsese (como aconteceu com Paul Newman).
Filme que mais o marcou no
momento do seu visionamento: «Sob o
Signo de Capricórnio» (1949), de
Alfred Hitchcock.
Obra-prima clássica (ou nem
tanto) com que embirre particularmente: Os musicais.
O filme-choque da sua vida: «Saló ou os 120 dias de Sodoma» (1975), de Pier Paolo
Pasolini.
Filme do qual possa dizer "a
vida é muito parecida com isto": Todos (ou quase) os
de Billy Wilder. Mas também os de Ingmar Bergman.
sábado, 27 de julho de 2013
Carla Bolito
Actriz nascida em Moçambique, em 1973,
venceu em 1996 o prémio de Melhor Actriz do Festival de Genebra pelo seu desempenho
em «Corte de Cabelo», de Joaquim Sapinho, e, em 2002, no Festival de Berlim, o
prémio Shooting Stars, por «O Gotejar da Luz», de Fernando Vendrell. No teatro,
trabalhou com encenadores como Luís Miguel Cintra, Lúcia Sigalho ou Jorge Silva
Melo. No cinema, para além de Sapinho e Vendrell, foi dirigida por Eduardo Guedes,
Margarida Cardoso e Solveig Nordlund, entre outros. Na dança, trabalhou com
Clara Andermatt e Olga Roriz. Participou também em diversas séries, telefilmes
e telenovelas. Encenou, entre outros, os espectáculos «Areena» (em parceria com
Rafaela Santos) e «Transfer» (do qual é também autora do texto, publicado pela
101 Noites).
Os 10 Melhores
Ø
O Homem
da Máquina de Filmar [1929, de Dziga Vertov]
Ø
A
Cavalgada Heróica [Stagecoach, 1939, de John Ford]
Ø
Os
Sapatos Vermelhos [The Red Shoes, 1948, de Michael Powell e Emeric Pressburger]
Ø
O
Crepúsculo dos Deuses [Sunset Boulevard, 1950, de Billy Wilder]
Ø
Os Sete
Samurais [Shichinin no Samurai, 1954, de Akira Kurosawa]
Ø
La Dolce
Vita [1960, de Federico Fellini]
Ø
A Noite [La
Notte, 1961, de Michelangelo Antonioni]
Ø
O
Silêncio [Tystnaden, 1963, de Ingmar Bergman]
Ø
2001 –
Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
O filme da sua vida: São tantos. Neste momento, «Museum Hours», de Jem Cohen,
que vi no último Indie. Gostava que chegasse às salas portuguesas para o
rever.
Realizador, actor e actriz
favoritos: Michelangelo Antonioni e John
Cassavetes. Robert Mitchum, a cara de póquer mais cativante de todos os
tempos. Pedro Hestnes, um actor volátil, inefável, que não impunha nada a
representar, deixava que fossemos até ele. Todas as actrizes do Bergman, mas em
particular a Ingrid Thulin, que é de uma expressividade dramática
impressionante, cheia de recortes, subtilezas e pormenores de requintes de malvadez.
Uma actriz que nos atrai para o abismo e que nos faz desejar conhecer esse
abismo.
Personagem que gostava de
encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Desde
há vários anos que gostaria de voltar a trabalhar em cinema, se fosse
possível. Uma, ou várias personagens, se fosse possível. Banais ou
mundanas. Contemporâneas ou de séculos passados. Se fosse possível. Os
actores dependem sempre de quem acredite que só com quem eles é possível.
Filme que mais o marcou no
momento do seu visionamento: «Vem e Vê», de Elem
Klimov. Vi em criança na televisão e fiquei muito impressionada com uma cena do
personagem principal, um miúdo adolescente que ia procurar algo que pudesse
aproveitar dos cadáveres dos soldados russos na Segunda Guerra Mundial. Também
me lembro de uma cena particularmente estranha onde o miúdo se escondia debaixo
de uma vaca morta.
Obra-prima clássica (ou nem
tanto) com que embirre particularmente: Não consigo
lembrar-me de nenhuma. Talvez o «Dom Quixote», do Orson Welles, mas recordo-me
que foi sobretudo por causa do som, que é muito mau e que me foi irritando até
não conseguir ver o filme até ao fim.
O filme-choque da sua vida: Existem dois, que quando passam no cinema ou na televisão
tento evitar rever mas não consigo, e acabo sempre por entregar-me ao
sofrimento puro e duro: «Some Came Running/Deus Sabe Quanto Amei», de Vincente
Minnelli, e «Esplendor na Relva», do Elia Kazan. Sempre que revejo estes filmes
acabo afogada nas minhas lágrimas e com um nó na garganta que não passa mesmo
depois do The End...
Filme do qual possa dizer "a
vida é muito parecida com isto": Uma curta-metragem da
Cláudia Varejão chamada «Um Dia Frio». Mostra-nos um dia de uma família, com o
percurso de cada um para seu lado após saírem de casa de manhã. Não existem
diálogos e assistimos às vidas secretas de cada um até regressarem todos a casa
no final do dia.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Pedro Rolo Duarte
Jornalista e fundador das revistas Visão e K, e ainda do jornal O
Independente. Foi subdirector do Diário
de Notícias e director adjunto do jornal Se7e. Colabora actualmente com as revistas Lux Woman e Egoísta. Na
televisão, foi autor e apresentador de Programa
das Festas, Tempos Modernos, Canal Aberto, Falatório, Noites Brancas
e Fala com Elas (todos na RTP), entre
vários outros. Na rádio, realizou e apresentou diversos programas, mantendo
actualmente Hotel Babilónia e Janela Indiscreta (ambos na Antena 1). É
autor dos livros Noites em Branco, Sozinho em Casa e Fumo (todos na Oficina do Livro).
Os 10 Melhores (sem
ordem de preferência) … Vou-me esquecer, provavelmente, de um dos melhores de
todos, mas paciência…
* O Mundo a Seus Pés [Citizen
Kane, 1941, de Orson Welles]
* O Grande Ditador [The
Great Dictator, 1940, de Charles Chaplin]
* Annie Hall [1977, de Woody Allen]
* Babel [2006, de
Alejandro Gonzalez Iñarritu]
* O Amor é um Lugar
Estranho [Lost in Translation, 2003, de Sofia Coppola]
* O Filho da Noiva [El
Hijo de la Novia, 2001, de Juan José Campanella]
* Cinema Paraíso [Nuovo
Cinema Paradiso, 1988, de Giuseppe Tornatore]
* Era Uma Vez na América
[Once Upon a Time in America, 1984, de Sergio Leone]
* Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
* Beleza Americana [American Beauty, 1999,
de Sam Mendes]
O filme da sua vida: «O Mundo a Seus Pés».
Realizador, actor e actriz
favoritos: Apesar de não ter filmes entre
os meus 10 mais, Steven Spielberg. Jack Nicholson e Meryl Streep.
Personagem que gostava de
encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: James Bond.
Filme que mais o marcou no
momento do seu visionamento: «El Hijo de
la Novia», e não sei explicar porquê.
Obra-prima clássica (ou nem
tanto) com que embirre particularmente: «As
Asas do Desejo».
O filme-choque da sua vida: «Laranja Mecânica».
Filme do qual possa dizer "a
vida é muito parecida com isto": «Monstros
e Companhia».
Subscrever:
Mensagens (Atom)













