quarta-feira, 19 de março de 2014

Cameron Crowe


Argumentista e realizador norte-americano nascido a 13 de Julho de 1957, em Palm Springs. Antes de iniciar a carreira cinematográfica, trabalhou como editor da revista Rolling Stone e viveu diversas experiências com bandas rock, vivências que utilizou no seu trabalho cinematográfico. Venceu o Óscar de Melhor Argumento Original, em 2000, por Quase Famosos, um dos seus filmes mais celebrados. Com Jerry Maguire (1996), ficara-se pela nomeação para o Óscar da mesma categoria, embora o filme tenha sido nomeado também na categoria principal: Melhor Filme. O seu próximo projecto fílmico é uma comédia romântica com um elenco que inclui Bradley Cooper, Emma Stone, Rachel McAdams, Alec Baldwin e Bill Murray, com estreia marcada para o dia de Natal.


Os 10 Melhores

Ø  A Regra do Jogo [La Règle du Jeu, 1939, de Jean Renoir]
Ø  O Apartamento [The Apartment, 1960, de Billy Wilder]
Ø  Champô [Shampoo, 1975, de Hal Ashby]
Ø  Tootsie [1982, de Sydney Pollack]
Ø  Dr. Estranhoamor [Dr. Strangelove, 1964, de Stanley Kubrick]
Ø  Local Hero [1983, de Bill Forsyth]
Ø  Oldboy – Velho Amigo [Oldboy, 2003, de Park-Chan Wook]
Ø  Os Melhores Anos das Nossas Vidas [The Best Years of Our Lives, 1946, de William Wyler]
Ø  Quanto Mais Quente Melhor [Some Like It Hot, 1959, de Billy Wilder]
Ø  Os Tenenbaums [The Royal Tenenbaums, 2001, de Wes Anderson]




[lista fornecida em 2008 à revista Empire no âmbito da eleição dos «500 Melhores Filmes de Sempre»]

quinta-feira, 6 de março de 2014

Alice Vieira



Nasceu em Lisboa em 1943. Jornalista desde os seus 18 anos, em 1979 escreveu o seu primeiro livro, Rosa, Minha Irmã Rosa. Até hoje já escreveu cerca de 80. Mas continua a definir-se como uma jornalista que também escreve livros. E, como biografia, chega.


Os 10 Melhores

Ø  O Vale Era Verde [How Green Was My Valley, 1941, de John Ford]
Ø  Casablanca [1942, de Michael Curtiz]
Ø  A Família Miniver [Mrs. Miniver, 1942, de William Wyler]
Ø  Breve Encontro [Brief Encounter, 1945, de David Lean]
Ø  Roma, Cidade Aberta [Roma, Città Aperta, 1945, de Roberto Rossellini]
Ø  Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock]
Ø  Esplendor na Relva [Splendor in the Grass, 1961, de Elia Kazan]
Ø  Cinema Paraíso [Nuovo Cinema Paradiso, 1988, de Giuseppe Tornatore]
Ø  Os Despojos do Dia [The Remains of the Day, 1993, de James Ivory]
Ø  O Filho da Noiva [El Hijo de la Novia, 2001, de Juan José Campanella]




O filme da sua vida: «Breve Encontro», de David Lean, com aquele trio extraordinário de actores: o Trevor Howard, a Celia Johnson, e o comboio…

Realizador, actor e actriz favoritos: Realizador: James Ivory. Actriz: Anna Magnani, sempre. Actor: Humphrey Bogart, sempre.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: A mãe de «Belíssima» [«Bellissima», de Luchino Visconti] (que só não entrou na lista dos 10 porque já não cabia… Injustiças…).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Ponette» (1996), de Jacques Doillon. Acho que nunca chorei tanto num filme…

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Não tenho grandes embirrações clássicas…

O filme-choque da sua vida: Sem qualquer hesitação, o «Bambi». Aquele “mamãe, mamãe, cadê você?” arruína uma vida.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «O Amor nos Tempos de Cólera» (2007), de Mike Newell. Não sei se “a vida” é parecida; a minha é.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Balanço do ano

Nada surpreendentemente, o filme mais votado pelos 12 convidados do ano inaugural de Os Filmes das Vidas Deles é... Citizen Kane - O Mundo a Seus Pés.


O top ten é o seguinte:

1 - O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles] - 6 votos
2 - Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola] - 5 votos
3 - Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock] - 3 votos
4 - Casablanca [1942, de Michael Curtiz] - 3 votos
5 - Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg] - 3 votos
6 - Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin] - 3 votos
7 - O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola] - 2 votos
8 - Blade Runner – Perigo Iminente [1982, de Ridley Scott] - 2 votos
9 - Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [1958, de Alfred Hitchcock] - 2 votos
10 - Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica] - 2 votos

Quanto a realizadores...


Alfred Hitchcock leva a Palma.

E actores...

Bob De Niro.

Actrizes...


Meryl Streep e Jean Seberg, ex-aequo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Fernando Ribeiro


É vocalista da banda de metal gótico Moonspell, que se destaca pelo seu impressionante perfil internacional. Para além da música e das viagens, é um apaixonado pela literatura, tendo inclusivamente escrito e publicado uma mão cheia de livros entre poesia, contos e uma biografia da própria banda. Não resiste também ao charme e intensidade da 7.ª Arte e é um fã confesso de filmes do género da ficção, terror e drama/thriller. Antes de nascer o seu filho, Fausto, era assíduo frequentador do Motel X, em Lisboa, onde apresentou uma masterclass com José Mojica Marins, Zé do Caixão. Grava sempre os videoclips como se de pequenos filmes de cinema se tratassem, tendo colaborado com nomes como Filipe Melo e Tiago Guedes. Sem tempo para ir ao cinema, paga fortunas no videoclube da Meo e exige o Netflix para Portugal! O último concerto que deu foi na China, em Pequim.


Os 10 Melhores

Ø  O Homem Elefante [The Elephant Man, 1980, de David Lynch]
Ø  O Exorcista [The Exorcist, 1973, de William Friedkin]
Ø  Rocky [1976, de John G. Avildsen]
Ø  2001: Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968, de Stanley Kubrick]
Ø  Os Pássaros [The Birds, 1963, de Alfred Hitchcock]
Ø  Fausto [Faust, 1926, de F.W. Murnau]
Ø  Feios, Porcos e Maus [Brutti, Sporchi e Cattivi, 1976, de Ettore Scola]
Ø  A Vida Não É Um Sonho [Requiem For a Dream, 2000, de Darren Aronofsky]
Ø  Clube dos Poetas Mortos [Dead Poets Society, 1989, de Peter Weir]
Ø  O Labirinto do Fauno [El Laberinto del Fauno, 2006, de Guillermo del Toro]



O filme da sua vida: Talvez o «Fausto», do Murnau, ou «Aurora», também do Murnau. Encaixam perfeitamente em mim. O meu filho chama-se Fausto, a minha sobrinha Aurora...

Realizador, actor e actriz favoritos: Murnau, Vincent Price, Helen Mirren.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: O Drácula do Coppola, que Gary Oldman imortalizou.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «O Exorcista». Vi o filme cedo de mais, talvez.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «Doutor Estranhoamor» (Dr. Strangelove). Fui daqueles que não atingiu...

O filme-choque da sua vida: «Saló», de Pasolini.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Nova Iorque Fora de Horas» (After Hours), de Martin Scorsese. Pelo menos, a minha!


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

José António Saraiva



É arquitecto e o director do semanário Sol desde 2006. Foi director do Expresso entre 1983 e 2006. Professor de Política Portuguesa na Universidade Católica, possui 13 livros publicados, entre ensaio e romance. Fez crítica de cinema no Comércio do Funchal e venceu o Prémio de Ensaio do Diário de Lisboa com um trabalho sobre Antonioni.


Os 10 Melhores

Ø  Rocco e Seus Irmãos [Rocco e i Suoi Fratelli, 1960, de Luchino Visconti]
Ø  Sentimento [Senso, 1954, de Luchino Visconti]
Ø  O Touro Enraivecido [Raging Bull, 1980, de Martin Scorsese]
Ø  Paris, Texas [1984, de Wim Wenders]
Ø  Dois Irmãos, Dois Destinos [Cronaca Familiare, 1962, de Valerio Zurlini]
Ø  Ladrões de Bicicletas [Ladri di Biciclette, 1948, de Vittorio de Sica]
Ø  A Aventura [L’Avventura, 1960, de Michelangelo Antonioni]
Ø  O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø  A Janela Indiscreta [Rear Window, 1954, de Alfred Hitchcock]
Ø  A Leste do Paraíso [East of Eden, 1955, de Elia Kazan]




O filme da sua vida: «Rocco e Seus Irmãos» (1960), de Luchino Visconti.

Realizador, actor e actriz favoritos: Luchino Visconti, Robert De Niro, Meryl Streep.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Tancredi (Alain Delon) em «O Leopardo» (1963), de Luchino Visconti.

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: Também o «Rocco».

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: «E Tudo o Vento Levou» (1939), de Victor Fleming.

O filme-choque da sua vida: Não sei.  

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «As Pontes de Madison County» (1995), de Clint Eastwood.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Álvaro Domingues


Geógrafo e professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, nascido em Melgaço em 1959. Não é cinéfilo, mas gosta de ir aos filmes de vez em quando. Fora do seu trabalho académico e de investigação, é autor dos livros Rua da Estrada (2010) e Vida no Campo (2012), ambos da editora portuense Dafne.

Os 10 Melhores

Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø  Tempos Modernos [Modern Times, 1936, de Charles Chaplin]
Ø  A Vida de Brian [Life of Brian, 1979, de Terry Jones]
Ø  O Padrinho [The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola]
Ø  A Árvore dos Tamancos [L’Albero deglei Zoccoli, 1978, de Ermanno Olmi]
Ø  Encontros Imediatos do Terceiro Grau [Close Encounters of the Third Kind, 1977, de Steven Spielberg]
Ø  Vale Abraão [1993, de Manoel de Oliveira]
Ø  Douro, Faina Fluvial [1933, de Manoel de Oliveira]
Ø  Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos [Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios, 1988, de Pedro Almodóvar]
Ø  Dos Homens e dos Deuses [Des Hommes et des Dieux, 2010, de Xavier Beauvois]

E, claro, A Rua da Estrada (documentário de Graça Castanheira, 2012).


O filme da sua vida: A própria vida e os filmes que estão para vir.

Realizador, actor e actriz favoritos: Não tenho. Associo pontualmente actores/actrizes a determinados filmes, como Leonor Silveira na Ema de «Vale Abraão» ou Penélope Cruz com Pedro Almodóvar.

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Já encarnei um figurante num filme de Manoel de Oliveira («O Estranho Caso de Angélica», 2010) e foi uma experiência inesquecível por ali andar uma noite até que se fez dia! De outra vez, encarnei-me a mim próprio na «Rua da Estrada», de Graça Castanheira (2012)… Senti-me bem!

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: Recentemente, o filme «Dos Homens e dos Deuses». Em tempos de fundamentalismos e ateísmos, a verdadeira dimensão do sagrado, quando os homens se confrontam com eles próprios.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Todos os musicais de sapateados e coisas do género.

O filme-choque da sua vida: «Apocalypse Now» ou de como a crueldade pode ser tão grosseira e requintada.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": «Encontros Imediatos do Terceiro Grau» é o que a vida é, variando o grau e a diversidade dos extraterrestres.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Manuel Maria Carrilho



Professor universitário de filosofia contemporânea nascido em 1951, em Coimbra. Ministro da Cultura dos XIII e XIV Governos Constitucionais (1995-2000).


Os 10 Melhores (por ordem cronológica)

Ø  A Regra do Jogo [La Règle du Jeu, 1939, de Jean Renoir]
Ø  O Mundo a Seus Pés [Citizen Kane, 1941, de Orson Welles]
Ø  A Palavra [Ordet, 1955, de Carl T. Dreyer]
Ø  Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes [Vertigo, 1958, de Alfred Hitchcock]
Ø  Jules e Jim [Jules et Jim, 1962, de François Truffaut]
Ø  Lilith e o Destino [Lilith, 1964, de Robert Rossen]
Ø  A Máscara [Persona, 1966, de Ingmar Bergman]
Ø  Amarcord [1973, de Federico Fellini]
Ø  Apocalypse Now [1979, de Francis Ford Coppola]
Ø  Disponível para Amar [In the Mood for Love, 2000, de Wong Kar-Wai]




O filme da sua vida: «Lilith», de Robert Rossen.

Realizador, actor e actriz favoritos: Orson Welles, Daniel Day-Lewis, Jean Seberg.  

Personagem que gostava de encarnar se fosse possível "entrar" no ecrã: Eddie Felson, começando em «The Hustler» (1961), de Robert Rossen, e continuando em «The Colour of Money» (1986), de Martin Scorsese (como aconteceu com Paul Newman).

Filme que mais o marcou no momento do seu visionamento: «Sob o Signo de Capricórnio» (1949), de Alfred Hitchcock.

Obra-prima clássica (ou nem tanto) com que embirre particularmente: Os musicais.

O filme-choque da sua vida: «Saló ou os 120 dias de Sodoma» (1975), de Pier Paolo Pasolini.

Filme do qual possa dizer "a vida é muito parecida com isto": Todos (ou quase) os de Billy Wilder. Mas também os de Ingmar Bergman.